Nações Unidas interagem mais com entidades religiosas, diz conselheira da ONU

| 7 Jul 19 | Estado, Política e Religiões, Sociedade - homepage, Últimas

Azza Karam, consultora do UNFPA. Foto © Peter Kenny/WCC

 

A professora universitária egipcía Azza Karam, que desempenha também funções de consultora em desenvolvimento social e cultural para o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), considera que a ONU tem exercido na última década um papel muito mais activo na promoção do relacionamento entre instituições de âmbito religioso, as Organizações Não-Governamentais e os Estados.

A especialista esteve presente num seminário do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), no âmbito do movimento “Construir Pontes”, descrito por Azza Karam como“um processo com muita aprendizagem”, vocacionado para tentar encontrar Deus no que fazemos e no qual se “escolhem escrituras de textos muçulmanos e cristãos” e as pessoas as estudam em conjunto.

“Precisamos de contar com o envolvimento cívico porque é aí que reside a responsabilidade essencial da governação. E isso cabe aos cidadãos. É importante assegurar que possa haver um espaço cívico significativo” e as entidades ligadas à fé devem estar nesse espaço, diz a consultora.

A conselheira do UNFPA diz que “gostaria de ter as religiões como responsáveis como outras entidades cívicas e não como juízes morais”, de modo a que as entidades religiosas sejam sobretudo espaços de “responsabilidade” e de “liberdade”.

O seminário, que decorreu em meados de Junho no centro ecuménico de Genebra (Suíça), foi dedicado ao tema “Liberdade: Perspectivas Cristã e Muçulmana”. Azza Karam,crente muçulmana, começou a trabalhar na ONU em 2000, numa altura em que as agências das Nações Unidas pareciam evitar o contacto com entidades religiosas. Desde 2007, considera que a interacção “acelerou intensamente”.

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