Nações Unidas proclamam 4 de fevereiro como Dia Internacional da Fraternidade Humana

| 22 Dez 2020

O Papa Francisco e Ahmed el-Tayeb, em fevereiro de 2019, depois da assinatura do documento sobre a fraternidade humana, em Abu Dhabi. Foto: Mohamed Al Baloushi/Ministro dos Assuntos Presidenciais dos Emirados Árabes Unidos. 

 

A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou por unanimidade uma resolução que proclama o dia 4 de fevereiro como “Dia Internacional da Fraternidade Humana”. A iniciativa, que partiu dos Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Egito e Arábia Saudita, é sinal do reconhecimento internacional do “Documento sobre a Fraternidade Humana em Prol da Paz Mundial e da Convivência Comum“, assinado pelo Papa Francisco e pelo Grande Imã de Al Azhar, Ahmed Al Tayyeb, precisamente a 4 de fevereiro de 2019.  A data será celebrada já a partir de 2021, noticiou esta terça-feira a imprensa árabe.

Há um ano, uma sugestão do Vaticano e da Universidade de Al Azhar tinha sido dirigida às Nações Unidas, propondo precisamente a instituição do Dia Internacional a 4 de Fevereiro. Na proposta dirigida a António Guterres pelo Comité Superior criado entre as duas instâncias religiosas, sugeria-se a promoção dos objectivos enunciados no Documento sobre a Fraternidade Humana em prol da paz mundial.

“Nos últimos anos, o mundo tem testemunhado um aumento dramático da violência, discurso de ódio, xenofobia, intolerância religiosa e outras formas de discriminação. Diante de tais ameaças transnacionais, temos de apoiar iniciativas que estimulem a solidariedade e a unidade entre as pessoas no espírito da ‘fraternidade humana’. Os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita, o Bahrein e o Egito pretendem, através desta iniciativa, que celebremos juntos os nossos valores partilhados de tolerância, abertura, empatia e amor para com outros seres humanos”, afirmou Lana Nusseibeh, embaixadora e representante Permanente dos Emirados Árabes Unidos na ONU, durante a assembleia geral.

A resolução reconhece os “valiosos contributos” de pessoas de todas as religiões e crenças para a humanidade e destaca o papel essencial da educação na promoção da tolerância e na eliminação da discriminação com base na religião, elogiando todas as iniciativas e esforços internacionais, nacionais e locais dos líderes religiosos para promover o diálogo inter-religioso e intercultural.

 

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