
“Acho que é a hora dos jovens”, afirmou o patriarca Rui Valério no final da apresentação do programa da Pastoral Juvenil de Lisboa, que decorreu esta quinta-feira à noite, num bar do Cais do Sodré. Foto © Agência Ecclesia/CB.
O programa da Pastoral Juvenil de Lisboa para o ano 2023/2024 foi apresentado esta quinta-feira, 28 de setembro, num evento que reuniu mais de cem jovens num bar do Cais do Sodré, aos quais se juntaram o patriarca Rui Valério e os coordenadores da pastoral na diocese.
João Clemente, responsável pelo Serviço da Juventude do Patriarcado de Lisboa, anunciou que as grandes prioridades neste ano são “escutar e os jovens” e ir ao seu encontro com “uma visão claramente missionária” para “continuar a fazer o caminho” iniciado com a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).
“Começar o Ano Pastoral aqui, pelo menos o lançamento do programa, também é um sinal. É um sinal de que queremos que este ano, na continuidade da Jornada que chegou a tanta gente, nas palavras do Papa Francisco, chegar a ‘todos, todos, todos’. E é também um sinal de que queremos ser uma Igreja que vem para o meio da cidade, que dialoga com a cidade, com a arte, com a cultura, e que propõe aos jovens também um itinerário, de encontro com Cristo, de vida cristã, onde não deixamos morrer aquilo que foi o encontro na Jornada”, disse o padre Nuno Amador à agência Ecclesia.
O diretor do Setor da Pastoral Universitária do Patriarcado de Lisboa assinala que é importante “fugir da tentação de fazer já muitas, muitas, muitas coisas”, mas optar por “sobretudo, ouvir os jovens para serem eles a dizer qual foi a inspiração que o Espírito lhes suscitou, para o caminho que ai vem”.
“Mais do que fazermos muitos eventos é, agora, o acompanhamento destas pessoas que seria importante pensar, o itinerário que queremos propor para que vida cristã não seja uma vida de eventos mas que tem uma continuidade e uma narrativa que se vai construindo”, acrescentou.
As iniciativas já previstas no programa da pastoral da juventude começam com os Encontros JM’, a 14 e 15 de outubro; a Jornada Diocesana da Juventude (JDJ), dia 26 de novembro, em Vila Franca de Xira; e um Fórum Geração Rise Up, com jovens de “todas as paróquias, movimentos, para conversar e discutir o que entendem que deve ser o futuro da Igreja de Lisboa”, de 8 a 10 de dezembro, que se concluirá com uma peregrinação diocesana a Fátima, de agradecimento pela JMJ 2023.
No contexto da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2024, haverá uma vigília ecuménica, a 20 de janeiro, e na Quarema, “uma grande Via Sacra”, a 16 de fevereiro. Um mês depois, 16 de março, haverá uma Vigília da Misericórdia.
“E, no fim de semana de Pentecostes, que todos os jovens, com o seu bispo, façam uma renovação, um compromisso por Jesus que estiveram a aprofundar ao longo deste ano”, acrescentou João Clemente, sobre o dia 18 de maio. O ano terminará com um Festival da Juventude, a 6 de julho.
Os jovens presentes na apresentação receberam um envelope com a morada do patriarca Rui Valério, e no interior uma folha com a pergunta “Para onde quer Cristo que caminhe a sua Igreja de Lisboa?”, à qual deverão agora responder e depois enviar para o bispo de Lisboa.
“A Jornada Mundial da Juventude colocou os jovens como os verdadeiros protagonistas tanto da Igreja como da sociedade. Não quero fazer lugares comuns, mas acho que é a hora dos jovens, porque eles revelaram, nos últimos meses, aqui em Portugal e para o mundo inteiro, a sua enorme capacidade para superar, para resolver, para encontrar soluções onde, por vezes, as gerações mais antigas já não são capazes de o fazer”, afirmou Rui Valério, no final do encontro de apresentação.
“A eles pertence uma pertinência, uma acutilância, uma sabedoria, que é o que atualmente constitui uma esperança para toda a humanidade”, concluiu.









