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Rui Valerio na apresentacao do programa da pastoral juvenil de Lisboa, no Tiles Bar, Cais do Sodre, 28 setembro 2023. Foto Agencia EcclesiaCB

Apresentação das atividades 2023/24

“Não deixar morrer” a JMJ é o objetivo do programa para os jovens em Lisboa

Rui Valerio na apresentacao do programa da pastoral juvenil de Lisboa, no Tiles Bar, Cais do Sodre, 28 setembro 2023. Foto Agencia EcclesiaCB

 “Acho que é a hora dos jovens”, afirmou o patriarca Rui Valério no final da apresentação do programa da Pastoral Juvenil de Lisboa, que decorreu esta quinta-feira à noite, num bar do Cais do Sodré. Foto © Agência Ecclesia/CB.

 

O programa da Pastoral Juvenil de Lisboa para o ano 2023/2024 foi apresentado esta quinta-feira, 28 de setembro, num evento que reuniu mais de cem jovens num bar do Cais do Sodré, aos quais se juntaram o patriarca Rui Valério e os coordenadores da pastoral na diocese.

João Clemente, responsável pelo Serviço da Juventude do Patriarcado de Lisboa, anunciou que as grandes prioridades neste ano são “escutar e os jovens” e ir ao seu encontro com “uma visão claramente missionária” para “continuar a fazer o caminho” iniciado com a Jornada Mundial da Juventude (JMJ).

“Começar o Ano Pastoral aqui, pelo menos o lançamento do programa, também é um sinal. É um sinal de que queremos que este ano, na continuidade da Jornada que chegou a tanta gente, nas palavras do Papa Francisco, chegar a ‘todos, todos, todos’. E é também um sinal de que queremos ser uma Igreja que vem para o meio da cidade, que dialoga com a cidade, com a arte, com a cultura, e que propõe aos jovens também um itinerário, de encontro com Cristo, de vida cristã, onde não deixamos morrer aquilo que foi o encontro na Jornada”, disse o padre Nuno Amador à agência Ecclesia.

O diretor do Setor da Pastoral Universitária do Patriarcado de Lisboa assinala que é importante “fugir da tentação de fazer já muitas, muitas, muitas coisas”, mas optar por “sobretudo, ouvir os jovens para serem eles a dizer qual foi a inspiração que o Espírito lhes suscitou, para o caminho que ai vem”.

“Mais do que fazermos muitos eventos é, agora, o acompanhamento destas pessoas que seria importante pensar, o itinerário que queremos propor para que vida cristã não seja uma vida de eventos mas que tem uma continuidade e uma narrativa que se vai construindo”, acrescentou.

As iniciativas já previstas no programa da pastoral da juventude começam com os Encontros JM’, a 14 e 15 de outubro; a Jornada Diocesana da Juventude (JDJ), dia 26 de novembro, em Vila Franca de Xira; e um Fórum Geração Rise Up, com jovens de “todas as paróquias, movimentos, para conversar e discutir o que entendem que deve ser o futuro da Igreja de Lisboa”, de 8 a 10 de dezembro, que se concluirá com uma peregrinação diocesana a Fátima, de agradecimento pela JMJ 2023.

No contexto da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos 2024, haverá uma vigília ecuménica, a 20 de janeiro, e na Quarema, “uma grande Via Sacra”, a 16 de fevereiro. Um mês depois, 16 de março, haverá uma Vigília da Misericórdia.

“E, no fim de semana de Pentecostes, que todos os jovens, com o seu bispo, façam uma renovação, um compromisso por Jesus que estiveram a aprofundar ao longo deste ano”, acrescentou João Clemente, sobre o dia 18 de maio. O ano terminará com um Festival da Juventude, a 6 de julho.

Os jovens presentes na apresentação receberam um envelope com a morada do patriarca Rui Valério, e no interior uma folha com a pergunta “Para onde quer Cristo que caminhe a sua Igreja de Lisboa?”, à qual deverão agora responder e depois enviar para o bispo de Lisboa.

“A Jornada Mundial da Juventude colocou os jovens como os verdadeiros protagonistas tanto da Igreja como da sociedade. Não quero fazer lugares comuns, mas acho que é a hora dos jovens, porque eles revelaram, nos últimos meses, aqui em Portugal e para o mundo inteiro, a sua enorme capacidade para superar, para resolver, para encontrar soluções onde, por vezes, as gerações mais antigas já não são capazes de o fazer”, afirmou Rui Valério, no final do encontro de apresentação.

“A eles pertence uma pertinência, uma acutilância, uma sabedoria, que é o que atualmente constitui uma esperança para toda a humanidade”, concluiu.

 

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