Bispos de Cuba

“Não podemos fechar os olhos ou desviar o olhar como se nada estivesse a acontecer.”

| 14 Jul 21

CELAM.

Presidência do CELAM em Agosto de 2020. Os bispos cubanos já receberam o apoio deste Conselho Episcopal, que expressou a sua solidariedade para com a Igreja em Havana. Foto: CELAM.

 

Os bispos católicos de Cuba emitiram esta semana um comunicado em que pedem o fim dos confrontos no país, mas referem que a “imobilidade” não resolve problemas, reconhecendo “que o povo tem o direito de expressar as suas necessidades, anseios e esperanças” e expressar-se publicamente contra “algumas medidas que foram tomadas e que o afetam seriamente”. E sublinham, logo no início do documento: “não podemos fechar os olhos ou desviar o olhar como se nada estivesse a acontecer”.

“Não só vemos que as situações se agravam, mas também que se caminha para uma rigidez e endurecimento de posições que podem gerar respostas negativas, com consequências imprevisíveis que nos prejudicariam a todos”, acrescentam os bispos.

“É necessário – acentua a nota – que cada pessoa contribua com a sua criatividade e iniciativa e que cada família trabalhe pelo seu bem-estar, sabendo que, quando isso acontece, estão a trabalhar pelo bem da Nação”.

Os bispos cubanos já receberam o apoio do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), que segundo o Vatican News expressou a sua solidariedade para com a Igreja em Havana “diante dos acontecimentos que afetam a vida, a dignidade e a liberdade das pessoas” e incentivou  a “continuar a apoiar a esperança dos cubanos, fortalecendo, como no passado, a salvaguarda do bem comum”.

De acordo com a mesma fonte, a Conferência dos Religiosos Cubanos (Concur) divulgou igualmente uma nota em que afirmou acolher “com profundo respeito e interesse os gritos e esperanças do povo em protesto”. Como pessoas consagradas, sublinham, “vivemos estes acontecimentos com fé e também reconhecemos nestas exigências da população a voz de Deus”. “Aqueles que saíram às ruas não são criminosos”, reiteram os religiosos, “mas pessoas comuns de nosso povo que encontraram uma maneira de expressar o seu descontentamento”.

 

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A cidade de Braga foi palco, nesta sexta-feira, 17, da declaração oficial de reconhecimento do Caminho Minhoto Ribeiro por parte dos arcebispos de Braga e de Santiago de Compostela, depois de esse processo ter decorrido já por parte das autarquias do lado português e galego. Na conferência que decorreu em Braga, cidade que é ponto de partida dos dois itinerários que compõem este Caminho, foi igualmente feita a apresentação da investigação documental que fundamenta este novo percurso, a cargo do professor e historiador galego Cástor Pérez Casal.

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Só a capacidade de nos maravilharmos sustenta a resistência à crueldade e ao horror

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A votar, a votar!

[Segunda leitura]

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“Começa hoje a campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 26 de setembro”. Juro que ouvi isto na passada terça-feira, dia 14 de setembro. Assim mesmo, sem tirar nem pôr, na abertura de um noticiário na rádio: “Começa hoje a campanha eleitoral para as eleições autárquicas de 26 de setembro”. Juro.

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