Abusos de menores

Nenhum padre acusado: Lisboa reintegra, Porto arquiva

| 15 Jul 2023

Foto © Lisa Runnels/Pixabay

 

Lisboa prepara-se para reintegrar três padres temporariamente suspensos e a diocese do Porto fez saber que não há nenhuma acusação do Ministério Público, tendo a Procuradoria-Geral Regional do Porto arquivado o inquérito às suspeitas de alegados abusos sexuais na diocese portuense.

Segundo o patriarca, os processos que decorreram no Patriarcado de Lisboa – e que tinham levado ao afastamento temporário de quatro padres –, aguardam apenas a decisão final de Roma. “Em três há indicação para que as pessoas assumam plenamente as funções que tinham; no outro caso, talvez que assuma parcialmente as funções que tinha”, garantiu o cardeal Clemente em entrevista à agência Ecclesia.

Para o patriarca, o trabalho da Comissão Independente criada pela Conferência Episcopal Portuguesa deve servir de exemplo para outros setores da sociedade. “[Que] este exemplo da Igreja sirva para que, em todas as realidades da sociedade, onde há crianças, adolescentes e jovens, se faça da mesma maneira.”

Sobre o anunciado memorial de homenagem às vítimas de abusos, o cardeal disse que este “não ficará para as calendas gregas”, recordando que, durante a Jornada Mundial da Juventude, o Papa se vai encontrar com algumas destas pessoas, “muito discretamente”. “Isso por causa das próprias pessoas, que já foram vitimadas e agora não querem ser publicitadas, naturalmente”, justificou.

A Diocese do Porto revelou entretanto neste sábado, num comunicado publicado na sua página, que entregou na Procuradoria-Geral Regional, em março, “a lista com a totalidade dos nomes de alegados abusadores de menores ou adultos vulneráveis, tal como a tinha recebido da Comissão Independente”.

A Procuradoria-Geral Regional arquivou entretanto o processo “a respeito de todos e cada um dos nomes lá referidos”, nos termos do artigo 277º, n.º 2 do Código do Processo Penal, que, como explicava a Lusa, numa noticia difundida em vários jornais, determina que o inquérito é arquivado “se não tiver sido possível ao Ministério Público obter indícios suficientes da verificação de crime ou de quem foram os agentes”.

 

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