
Os encontros poderão ser acompanhados em cinco idiomas (entre os quais o Português), na plataforma Zoom, a partir do link que já se encontra disponível na página d’A Economia de Francisco. Foto © Movimento EoF
Porque a política e a economia, as empresas e os negócios “não podem continuar a ser lugares de desespero”, e precisamos – mais do que nunca – de “aumentar os atos virtuosos e os exercícios de esperança”, o movimento A Economia de Francisco vai realizar, ao longo do Advento (tempo da espera e da esperança por excelência), quatro encontros online, que pretendem ajudar a redescobrir “as verdadeiras razões” dessa esperança. Os encontros serão gratuitos e abertos a todos, para que a esperança se torne “contagiosa, mais do que o desânimo”.
Subordinados ao mote “Esperar. Há tempo para a paz e um tempo pela paz”, os encontros arrancam já esta semana e irão realizar-se todas as quintas-feiras do Advento, pelas 20 horas (hora de Lisboa), podendo ser acompanhados em cinco idiomas (entre os quais o Português), na plataforma Zoom, a partir do link que já se encontra disponível na página d’A Economia de Francisco, informa um comunicado enviado ao 7MARGENS.
Os encontros começarão com a reflexão de um orador convidado e cada um dos quatro oradores fará a sua intervenção a partir de um “lugar significativo” do planeta. A primeira reflexão, subordinada ao tema “A esperança não vã na terra do ainda não”, caberá ao economista e investigador Luigino Bruni, coordenador científico d’A Economia de Francisco, que a fará a partir do Santuário da Natividade em Greccio (Itália), local onde São Francisco de Assis teria criado o primeiro presépio da História.

Os encontros começarão com a reflexão de um orador convidado e cada um dos quatro oradores fará a sua intervenção a partir de um “lugar significativo” do planeta.
De Florianópolis, no Brasil, o padre Vilson Groh, dedicará a sua intervenção – que abrirá o segundo encontro – ao tema “Sempre tereis pobres entre vós (Mc. 14, 7)”. Diretamente de Belém, o economista Fadi Kattan e o Caritas Baby Hospital testemunharão o que significa “Não descansar enquanto não houver paz” no terceiro encontro. E, finalmente, da Praça São Pedro, que abriga o Monumento aos Migrantes “Anjos Desconhecidos”, Amaya Valcarcel, do Serviço Jesuíta aos Refugiados, apresentará uma reflexão a partir do Evangelho de Mateus, capítulo 25: “Era estrangeiro e acolhestes-me”.
Os encontros, que incluirão também espaço para o diálogo e momentos artísticos, visam “reacender” a esperança “especialmente juntos, para recomeçar na política, nos negócios, nas empresas, que não podem continuar a ser lugares de desespero”, dizem os organizadores da iniciativa.
“Na verdade, existe – recordam os jovens do movimento – uma ligação profunda entre esperança e espera, como sugere o verbo esperar nas línguas espanhola e portuguesa no seu duplo sentido de esperança e espera. Não somos nós que geramos esta esperança, é uma dádiva e como tal nenhuma tristeza e desespero do presente pode roubá-la de nós”, concluem.









