
Um homem segura uma bandeira nacional durante uma missa pela paz na Nicarágua na catedral de Manágua. Entre os libertados encontram-se 13 membros da organização Mountain Gateway, com sede no Texas, leigos católicos e estudantes. Foto © Vatican Media
O Governo da Nicarágua libertou um grupo de presos políticos, expulsando-os em seguida para a Guatemala, invocando razões humanitárias, na sequência de pressão diplomática levada a cabo pelos Estados Unidos da América (EUA).
O anúncio foi feito pela Casa Branca na sequência de uma mediação, que durou meses, com o governo do Presidente Daniel Ortega. O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, especificou que entre os libertados se encontram 13 membros da organização Mountain Gateway, com sede no Texas, que engloba leigos católicos e estudantes, informou o Vatican News, portal de notícias do Vaticano na passada sexta-feira, 6, sobre a libertação ocorrida na véspera.
De acordo com a Casa Branca, o grupo já foi transferido para a Guatemala, cujo Governo aceitou “generosamente” recebê-los. Os EUA acrescentaram que “será oferecida a estes indivíduos a oportunidade de procurar vias legais para reconstruir as suas vidas nos Estados Unidos ou noutros países”.
À sua chegada à Cidade da Guatemala, as 135 pessoas foram recebidas pelas autoridades locais e pelas organizações que prestam assistência aos migrantes.
Esta libertação de prisioneiros segue-se a uma libertação maior no ano passado, quando mais de 200 pessoas foram levadas para os EUA, incluindo antigos candidatos presidenciais da oposição que tentaram desafiar Ortega na sua candidatura à reeleição em 2021, recorda a agência Reuters.








