Investigação da Reuters

Nigéria: exército obriga mulheres violadas por militantes jihadistas a abortarem

| 9 Dez 2022

retratos de algumas mulheres e meninas nigerianas entrevistadas pela Reuters, Fotos christophe van der perre e paul carsten

Retratos de algumas mulheres e meninas nigerianas entrevistadas pela agência Reuters. Fotos © REUTERS / Christophe Van Der Perre e Paul Carsten.

 

O exército da Nigéria desenvolve desde 2013 um programa sistemático e ilegal de abortos forçados no nordeste do país como resposta à influência do grupo terrorista jihadista Boko Haram na região, revela uma investigação desenvolvida pela agência Reuters e divulgada no dia 7 de dezembro. De acordo com os dados obtidos pelos repórteres da agência, mais de 10 mil gravidezes foram interrompidas ao abrigo destas brutais ações.

A maior parte destas mulheres e meninas tinham sido violadas e engravidadas por militantes islâmicos em aldeias por estes controladas durante meses, ou mesmo anos. Quando as forças armadas nigerianas recuperaram as aldeias, elas pensavam poder regressar a uma vida mais normal, mas viram-se fechadas em pequenos quartos controlados pelos militares e submetidas a tratamentos abortivos.

Soldados envolvidos no programa de aborto forçado afirmaram à Reuters que o programa tinha sido criado porque os nascituros estariam “predestinados” a serem rebeldes como os seus pais, obrigando, por isso que as autoridades do país “destruíssem esses potenciais rebeldes antes que eles pudessem nascer.” Os jornalistas da Reuters puderam verificar que “os militares nigerianos espancaram e coagiram mulheres, algumas com apenas 12 anos, a abortarem sem qualquer tipo de condições sanitárias”.

 

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