Entrevista

No Peru, o Natal em suspenso: “O que será de nós?”

| 25 Dez 2022

Três mulheres, três profissões, três países onde o Natal é muito diferente do vivido em Portugal, e não apenas porque os termómetros registam neste momento temperaturas acima dos 30 graus… Numa série de curtas entrevistas para assinalar esta época festiva, já ficámos a conhecer a Cátia Marinheiro (oficial de comunicação na FAO, em Angola), a irmã Beta Almendra (missionária comboniana no Sudão do Sul) e este domingo, 25, falamos com a Cesibell Sánchez (que trabalha como sommelier na capital do Peru, Lima).

 

“Este ano, para o Peru, o Natal vai ser um pouco triste, apesar de o Peru continuar com o ânimo para cima!” Assim resume Cesibell Sánchez o sentimento que perpassa grande parte da população do país, numa altura em que continua a adensar-se a crise política, depois da alegada tentativa de golpe de Estado por Pedro Castillo, entretanto afastado da presidência.

A viver em Lima, Cesibell, sommelier de profissão, já viveu na pele as consequências dos protestos dos apoiantes de Castillo, que estão contra a tomada de posse de Dina Boluarte, até então vice-Presidente do Peru, como nova chefe de Estado. “Fizeram-me passar três dias na estrada Panamericana, quando vinha de Ica para Lima”, conta, assinalando que “a gente de Castillo é gente terrorista (…), e não é gente do partido: é gente assalariada, que é contratada” para bloquear estradas, saquear lojas, ou incendiar as sedes dos serviços.

“Às portas do Natal”, Cesibell Sánchez confessa que, quando viu as notícias do que se estava a passar no seu país, pensou: “O que será de nós?”. Consciente de que a época natalícia era a oportunidade para muitos de equilibrarem os seus negócios, sobretudo na área do comércio, restauração e turismo, a sommelier lamenta que a crise política tenha vindo acentuar a crise social e económica. Ainda assim, garante: “O Peru tem esperança. Estas coisas fazem-nos mais fortes, e fazem-nos querer ainda mais a nossa bandeira e defendê-la”. E deseja que, ultrapassada a crise, o seu país renasça com menos desigualdade, “porque é nela que está a origem do problema”.

Assim, não perde o entusiasmo quando fala ao 7MARGENS das tradições natalícias nas três regiões do país (Sierra, Costa e Selva), onde as influências andinas e cristãs se misturam, e em que o artesanato, a música, a dança e a gastronomia se fundem para a celebração mais importante do ano.

 

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