Venda de medalha do prémio

Nobel da Paz russo angaria 98 milhões para ajudar crianças ucranianas

| 21 Jun 2022

Dmitri Mouratov fotogrado numa cerimónia evocativa do aniversário do assassinato do opositor russo Boris Nemtsov. A cerimónia teve lugar na ponte Nemtsov, em Moscovo, em 27 de fevereiro de 2021. Foto © Michał Siergiejevicz, CC BY 2.0 <https://creativecommons.org/licenses/by/2.0>, via Wikimedia Commons.

Dmitri Mouratov fotogrado numa cerimónia evocativa do aniversário do assassinato do opositor russo Boris Nemtsov. A cerimónia teve lugar na ponte Nemtsov, em Moscovo, em 27 de fevereiro de 2021. Foto © Michał Siergiejevicz, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons.

 

Quase 100 milhões de euros foi quanto valeu a medalha do Prémio Nobel da Paz 2021 atribuída ao chefe de redação do jornal russo Novaya Gazeta, Dmitri Mouratov, para apoiar as crianças deslocadas pela guerra na Ucrânia.

Dmitri Mouratov optou por vender a medalha, num leilão, com as receitas da licitação final a reverter para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF),  para crianças ucranianas deslocadas pela guerra, indicou a leiloeira Heritage Auctions, que organizou a venda, como descreveu a Lusa, numa notícia divulgada pelo Público. 

Segundo a notícia, a oferta final de 103,5 milhões de dólares (98,3 milhões de euros), dezenas de milhões de dólares mais alta que a anterior, foi feita por telefone, sem que a identidade do licitador tenha sido divulgada. Durante a tarde desta terça-feira, a licitação mais elevada tinha sido de 550 mil dólares (522 mil euros).

Sobre a escolha da UNICEF como beneficiária da venda, Mouratov, de nacionalidade russa e um dos fundadores do jornal Novaya Gazeta, afirmou: “É essencial para nós que esta organização não pertença a nenhum governo. Pode trabalhar acima dos governos. Não há fronteiras para isso.”

Muratov ganhou o Nobel da Paz no ano passado, juntamente com a jornalista filipina Maria Ressa, “pelos esforços para preservar a liberdade de expressão”. O regime russo de Vladimir Putin tem atacado de forma agressiva a comunicação social do país, não admitindo publicações desalinhadas com o discurso do governo sobre a guerra na Ucrânia.

 

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