Em Nova Iorque, no ‘ground zero’

Nos 20 anos do 11 de setembro renasce a Igreja de São Nicolau

| 10 Set 2021

Imagem televisiva da antiga Igreja de S. Nicolau, no dia 11 de setembro de 2001, antes da derrocada de uma das Torres Gémeas em Nova Iorque. Foto: Direitos reservados.

 

Dentro de pouco tempo, quando os visitantes de Nova Iorque, Estados Unidos, quiserem dar um salto à baixa de Manhattan, para ver o sítio das Torres Gémeas que se eclipsaram na sequência dos atos terroristas de 11 de setembro de 2001, encontrarão bastante que ver. A par dos espelhos de água que recordam o sítio de implantação das Torres, bem como do museu e memorial da tragédia, voltará a encontrar-se uma nova Igreja de S. Nicolau. E, no mesmo complexo, haverá algo completamente novo: um pequeno santuário nacional, aberto a todos os que buscam naquele local um momento de recolhimento, independentemente de credo ou nacionalidade.

Enquanto os edifícios circundantes reduziram em altura, a Igreja ortodoxa grega de de S. Nicolau ganhou volume, continuando, porém, a ser um anão no meio de gigantes, um espaço de celebração e oração, no meio dos negócios e dos interesses. Combina o aço com o cimento e tem revestimento a pedra no exterior. Projeto construído de raiz, foi concebido pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, que se inspirou em igrejas ortodoxas orientais, nomeadamente a de Hagia Sofia, de Istambul.

O projeto de Santiago Calatrava para a nova igreja. Imagem © Atelier de Santiago Calatrava.

Segundo refere a Associated Press, o mármore que ainda há dias os trabalhadores cuidadosamente colocavam na cúpula foi extraído do mesmo veio de onde saiu o mármore para o Partenon, o templo do séc. V AC, que se eleva na acrópole de Atenas.  

Entre o dia 10 e 11, na evocação dos 20 anos dos atentados, não será ainda o momento para o início das cerimónias religiosas, o que está previsto acontecer em 2022, mas haverá uma cerimónia de iluminação do mármore de revestimento, que aplicará uma técnica inovadora, que faz com que a luz venha do interior.

Para chegar a este momento, o processo foi bastante atormentado. Inicialmente, recolheu-se dinheiro, das comunidades ortodoxas dos Estados Unidos e, inclusive, da Grécia e da cidade de Bari, na Itália, onde se julga que São Nicolau esteja sepultado e de onde saíram relíquias que se veneravam no templo destruído.

Desentendimentos com a autoridade portuária de Nova Iorque, que tinha superintendência no solo, e má gestão de verbas, uma vez as obras iniciadas, fizeram travar por duas vezes a construção. Foram os tribunais que obrigaram a Arquidiocese ortodoxa local a criar uma espécie de “liga de amigos”, de natureza privada e com capacidade de gestão própria, que conduziu a fase final do empreendimento.

O velho edifício que a derrocada da Torre Sul destruiu completamente tinha sido adquirido por emigrantes gregos em finais da segunda década do século passado. O edifício construído originalmente, em final de novecentos, para residência privada, funcionava, então, como taberna. Viu surgirem e crescerem à sua volta, como cogumelos, enormes arranha-céus, ao mesmo tempo que especuladores de terrenos procuravam encontrar modo convencer a comunidade ortodoxa a abandonar o local.

Mesmo depois do 11 de setembro, foram várias as iniciativas para se verem livres da igreja naquele espaço. Afinal ela ressuscitou, mais espaçosa, mais aberta e mais enquadrada no espaço evocativo que ali se construiu.

 

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