Notre-Dame de Paris: um ano depois do incêndio, investigação e obras paradas

| 13 Abr 20

Notre-Dame em chamas. Foto: Direiros reservados

 

Foi há um ano, mais precisamente a 15 de abril de 2019, que o mundo ficou em choque perante as imagens da Catedral de Notre-Dame de Paris em chamas. Após meses de investigações, a causa exata do incêndio permanece por descobrir e a pandemia de covid-19 veio dificultar ainda mais uma pesquisa já de si muito complexa. A igreja só deverá reabrir ao público em 2024, mas acolheu a celebração de Sexta-feira Santa.

Segundo fontes judiciais citadas pelo jornal la Croix, terão existido falhas na segurança da catedral, quer a nível de comunicação, quer no funcionamento do sistema elétrico, que permitiram que o fogo de há um ano tivesse sido tão devastador.

Até ao momento, não foram encontrados indícios de crime, mas a investigação continua a decorrer (embora esteja neste momento praticamente parada devido à pandemia de covid-19, que obrigou ao encerramento de certas áreas do edifício, incluindo a que foi identificada como o local de início do incêndio).

A pandemia obrigou também a adiar as obras de recuperação da catedral, comprometendo o objetivo do Governo francês de reabrir portas ao público em 2024.

No passado dia 10, a catedral acolheu no entanto a celebração de Sexta-feira Santa, em que se cumpriu a tradição de venerar a relíquia da coroa de espinhos que Jesus Cristo teria usado no calvário e que escapou ao incêndio do ano passado, tendo desde então permanecido guardada no Museu do Louvre.

A celebração foi presidida pelo arcebispo de Paris, Michel Aupetit. Sem fiéis a assistir, contou apenas com a presença de alguns padres e de um grupo de músicos, todos equipados com fatos de proteção, não devido ao novo coronavírus, mas por causa do chumbo tóxico do telhado, derretido pelo fogo, e que ainda contamina o local.

Numa catedral ainda praticamente em ruínas, Michel Aupetit fez questão de deixar uma mensagem de esperança: o mundo está “paralisado por uma pandemia que está a espalhar a morte”, mas “ainda há vida aqui”, disse o arcebispo.

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