Dirigida a crentes e não crentes

Nova Ágora reflete sobre a Inteligência Artificial e os Direitos Humanos

| 2 Mar 2024

Transumanismo. Imagem gerada no DALL-E (programa de inteligência artificial que cria imagens a partir de descrições textuais) com prompt de Miguel Panão.

Transumanismo. Imagem gerada no DALL-E (programa de inteligência artificial que cria imagens a partir de descrições textuais) com prompt de Miguel Panão.

 

 

Abre na próxima sexta-feira, 8 de março, no Espaço Vita, em Braga, por iniciativa da Arquidiocese, o ciclo de três conferências da Nova Ágora, que se associa, desta vez, à celebração dos 75 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

A primeira sessão desta oitava edição é dedicada ao tema “Olhares sobre a Inteligência Artificial” e contará com palestras de Paulo Novais (U. Minho), e Hélder Coelho (U. Lisboa), com moderação do jornalista Daniel Catalão. Uma semana depois, duas figuras de projeção internacional, Daniel Innerarity (Universidade do País Basco) e Miguel Poiares Maduro (Universidade Católica), intervirão sobre “Inteligência Artificial e Democracia”, sendo Poiares Maduro também moderador.

A terceira e última sessão será a 22 de março, centrada nos “Olhares sobre Direitos Humanos”, tendo como conferencistas Susana Mourato Alves-Jesus (U. Lisboa) e Maria Manuel Leitão Marques (U. Coimbra), com moderação do jornalista Júlio Magalhães.

A Nova Ágora tem sido, para os organizadores, “um marco importante (…) de encontro e diálogo, um espaço onde crentes e não crentes, agnósticos e indiferentes, se podem encontrar para juntos construírem uma sociedade mais cuidada, inclusiva e atenta ao próximo”.

Especificamente em relação à edição de 2024, a par dos direitos humanos, a inteligência artificial (IA) surge em destaque, com o seu “potencial de simplificar a vida humana” e a promessa de “revolucionar a forma como vivemos, trabalhamos e interagimos”. A questão é que tal promessa “vem acompanhada de dilemas e desafios” que não podem ser ignorados. “Questões relativas à privacidade, à segurança de dados, ao potencial desemprego, devido à automatização”, são alguns dos desafios apontados.

“Além disso, a IA desafia o nosso entendimento sobre a autonomia e a capacidade de decisão, colocando em risco a noção tradicional de responsabilidade. À medida que os sistemas autónomos se tornam cada mais prevalentes, surgem questões complexas sobre quem ou o que deve ser responsabilizado por decisões tomadas sem intervenção humana direta”. Estes e outros pontos estarão certamente presentes nas sessões da Nova Ágora, que decorrem nas próximas três sextas-feiras, entre as 21 e as 23h.

 

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“Se não prepararmos melhor o nosso Serviço Nacional de Saúde do ponto de vista de cuidados paliativos, não há maneira de ter futuro no SNS”, pois estaremos a gastar “muitos recursos” sem “tratar bem os doentes”. Quem é o diz é Catarina Pazes, presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) que alerta ainda para a necessidade de formação de todos os profissionais de saúde nesta área e para a importância de haver mais cuidados de saúde pediátricos.

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Quem passar pela pequena zona ajardinada junto ao Centro Nacional Bahá’í, na freguesia lisboeta dos Olivais, vai encontrar dez árvores novas. São jacarandás e ciprestes, mas cada um deles tem nome de mulher e uma missão concreta: mostrar – tal como fizeram as mulheres que lhes deram nome – que a liberdade religiosa é um direito fundamental. Trata-se de uma iniciativa da Junta de Freguesia local, em parceria com a Comunidade Bahá’í, para homenagear as “dez mulheres de Shiraz”, executadas há 40 anos “por se recusarem a renunciar a uma fé que promove os princípios da igualdade de género, unidade, justiça e veracidade”.

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