Novas datas para visitas à Cartuxa de Évora, depois da lotação esgotada no primeiro fim de semana

| 12 Ago 20

mosteiro cartuxa, Foto_ Fundação Eugénio de Almeida

Local de oração e contemplação, o Mosteiro de Santa Maria Scala Coeli (Escada do Céu), esteve inacessível a visitas durante os últimos 60 anos. Foto © Fundação Eugénio de Almeida.

 

 

Eram para ser apenas cinco visitas, afinal serão 14. O número de interessados em atravessar as portas do Mosteiro de Santa Maria Coeli, conhecido como Cartuxa de Évora, foi tão grande que a Fundação Eugénio de Almeida (FEA), proprietária do espaço, decidiu proporcionar esta experiência a mais pessoas.

O ciclo de visitas guiadas começou no último fim de semana e decorrerá até 20 de setembro, todos os sábados e domingos, às 8h ou às 19h, os momentos do dia em que a luz confere uma atmosfera ainda mais especial ao local. A entrada é gratuita, mas limitada a 20 pessoas por visita (inicialmente, eram apenas 15), e exige inscrição prévia, através de um formulário disponibilizado no site da FEA a cada quarta-feira.

Local de oração e contemplação, o Mosteiro de Santa Maria Scala Coeli (que, em português, significa Escada do Céu), esteve inacessível a visitas durante os últimos 60 anos, tendo sido a casa dos monges da Ordem Cartusiana até outubro do ano passado. Ainda antes do final deste ano, será alvo de algumas obras de remodelação e conservação, e em 2021 receberá novas hóspedes: seis monjas do Instituto das Servidoras do Senhor e da Virgem de Matará, uma comunidade religiosa vocacionada para a vida contemplativa.

Neste intervalo de tempo em que o espaço se encontra desabitado e as obras ainda não se iniciaram, a Fundação Eugénio de Almeida decidiu proporcionar a todos os interessados a oportunidade de conhecerem o mosteiro.

As visitas, que demoram cerca de uma hora e meia, são conduzidas pelo arquiteto e investigador Luís Ferro, que nos últimos anos estudou o lugar do ponto de vista arquitetónico, histórico, espiritual e religioso.

Autor do livro O Eremitério da Cartuxa de Évora. Arquitectura e Vida Monástica, Luís Ferro começa por contar a história do Mosteiro, que já foi utilizado como hospital, escola agrícola ou fábrica de rolhas de cortiça.

O investigador acompanha depois todos os visitantes ao longo dos diferentes espaços, desde os claustros à igreja, passando pela antiga sacristia, pelo tanque, pelo cemitério (conhecido como Casa da Eternidade) e, claro, pelas celas dos monges.

Esta “experiência única de viagem pela história e pelo património que deu forma terrena aos votos de isolamento e silêncio da Ordem contemplativa de São Bruno” – assim a descreve a FEA – teve lotação esgotada no primeiro fim de semana. Os interessados em garantir uma vaga para dias 15 e 16 (ambas as visitas decorrerão às 8 horas), deverão estar atentos à disponibilização do formulário de inscrição no site da Fundação, já nesta quarta-feira, dia 12 de agosto.

 

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