O Papa Leão XIV anunciou esta sexta feira, 19 de dezembro, o nome do novo arcebispo de Westminster. A escolha recaiu no bispo Richard Moth, de 67 anos, alguém que, na sua trajetória de agente pastoral, tem dado especial ênfase à justiça social.
O futuro arcebispo tinha até agora e desde 2015, a responsabilidade da diocese de Arundel e Brighton. Vai substituir em Westminster o cardeal Vincent Nichols, quando tomar posse no dia 14 de fevereiro próximo e se tornar no líder de cerca de 6 milhões de católicos, na Inglaterra e no País de Gales.
Mal foi divulgada a notícia, no Vaticano, Richard Moth emitiu um comunicado em que reconhece que Nichols irá fazer muita falta e refere ser sua primeira tarefa “conhecer os sacerdotes e o povo de Westminster”, a quem está “ansioso por servir”.
O próximo prelado de Westminster é, há mais de 40 anos, um oblato da Abadia de Pluscarden, uma comunidade de monges beneditinos católicos na Escócia, tendo nascido na Zâmbia e crescido na cidade de Kent. Antes de ser bispo de Arundel e Brighton, Moth começou por ser bispo das forças militares.
Da sua ação recente, destaca-se o esforço em mobilizar os seus diocesanos para que escrevessem aos deputados que os representam para manifestarem as suas preocupações no processo de discussão e votação da lei sobre a morte assistida.
Segundo o jornal The Guardian, recentemente, ele assinou uma declaração pedindo empatia por “aqueles que vêm a este país em busca de segurança”, lembrando aos católicos que a família de Jesus fugiu para o Egito como refugiada. Além disso, dinamizou o trabalho da Igreja Católica no campo da justiça social no país.
A Caritas de Westminster, através do seu diretor, Richard Harries, congratulou-se com a nomeação do bispo Moth, dizendo, segundo palavras citadas pelo jornal católico The Tablet, que “como presidente do Departamento de Justiça Social e Bispo de Ligação para Prisões na Conferência Episcopal da Inglaterra e País de Gales, [ele] já demonstrou um forte compromisso com a dignidade humana e os princípios da Doutrina Social Católica”.
“Estamos entusiasmados por continuar a desenvolver a ação social na nossa diocese sob a sua liderança”, acrescentou
Na mesma linha se pronunciou a diretora do CAFOD (Agência Católica para o Desenvolvimento Ultramarino), Christine Allen, acerca da figura nomeada. “A sua ênfase na virtude da justiça como meio de manter relações adequadas com Deus e entre nós, é algo necessário para garantir que a nossa sociedade seja baseada no amor, não no ódio”, observou aquela responsável.










