20 mil deslocados

Mais violência terrorista e ciclone Gombe agravam situação em Cabo Delgado

| 25 Mar 2022

cabo delgado foto medecins sans frontieres

Os dados sobre as consequências do ciclone são ainda provisórios, mas calcula-se que haja cerca de 20 mil deslocados e tenham sido afetadas mais de 400 mil pessoas. Foto © Médecins Sans Frontières.

 

A violência terrorista continua a devastar Cabo Delgado, alerta a Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS). Para agravar a desgraça, um ciclone causou mais de meia centena de mortos, deixando cerca de 20 mil deslocados.

Citando uma informação divulgada por um porta-voz da polícia, a Fundação AIS dá conta de que, durante a semana passada, na ilha de Materno, no arquipélago das Quirimbas, em Cabo Delgado, se registaram “intensos combates”, opondo grupos armados e soldados das forças de segurança de Moçambique que anunciaram a morte de “10 elementos do grupo terrorista”.

Para piorar a situação, afirma a organização, algumas regiões de Moçambique foram assoladas, a partir do dia 11 de março, pelo ciclone Gombe, que atingiu especialmente as províncias de Nampula e Zambézia. O ciclone, segundo um relatório do Instituto Nacional de Gestão de Desastres, que a Fundação AIS refere, causou mais de meia centena de mortos e cerca de 80 feridos. A maior parte dos óbitos foram registados em Nampula. Num momento em que os dados sobre as consequências do ciclone são ainda provisórios, haverá cerca de 20 mil deslocados e foram afetadas mais de 400 mil pessoas.

 

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