
O mais recente local de culto a aderir a esta iniciativa foi a Mesquita Ulu em Utrecht, o maior templo muçulmano dos Países Baixos. Foto © Mosqpedia.org.
São, ao todo, 22 lugares de culto que se uniram para constituir aquele que passou a ser o maior museu dos Países Baixos. Dele, fazem parte sinagogas, mesquitas e igrejas, que estão de portas abertas para que os visitantes interajam com a sua história, arquitetura e objetos, numa altura em que a maioria da população se afirma como ateia ou agnóstica.
O mais recente local de culto a aderir a esta iniciativa foi a Mesquita Ulu em Utrecht, o maior templo muçulmano dos Países Baixos. “Esperamos receber aqueles que têm preconceitos, pessoas que desconfiam dos muçulmanos e das mesquitas, para que possamos iniciar um diálogo”, afirma Yücel Aydemir, presidente desta mesquita, citado pelo Religión Digital.
Com a sua enorme cúpula e altos minaretes, esta mesquita turca já antes não passava despercebida no bairro de Lombok, a poucos metros da estação ferroviária da cidade. Mas agora todos podem entrar e apreciar a grande sala de oração, a luz natural que irrompe pelas enormes vidraças durante o dia, o candelabro gigante que a ilumina ao escurecer, os varandins interiores, e os inúmeros detalhes dourados que os decoram.
Além desta mesquita, aderiram à iniciativa – que partiu do Museu do Convento de Santa Catarina, também em Utrecht – lugares de culto espalhados por todo o país, desde uma igreja protestante de Maluku (Indonésia) até um templo budista, passando por uma igreja ortodoxa grega.
“As pessoas nem sempre se sentem confortáveis ao entrar numa igreja. E quando o fazem, muitas vezes são deixadas à própria sorte. Não lhes é dito o que há para ver. É uma pena, porque há muitos tesouros a serem descobertos nos locais de culto”, diz Douwe Wiegersma, um dos responsáveis pelo projeto, que vem contrariar isso mesmo. Em todos os locais aderentes, há agora um voluntário que recebe os visitantes, fornecendo-lhes informações relevantes sobre o espaço que vão visitar e dando-lhes acesso a um audioguia que ajuda a compreender a sua história.
Com este projeto, pretende-se também gerar receitas que permitam manter estes locais de culto abertos e restaurar algumas das suas áreas e objetos.
O projeto surge no ano seguinte àquele em que, pela primeira vez nos Países Baixos, o número de pessoas que se disseram não crentes (agnósticos ou ateus) foi superior ao de crentes, correspondendo a 54,1% da população.









