Numa das críticas a esta obra, lia-se no The Bookseller: «Este livro denuncia uma tendência perturbadora dos nossos tempos: a de que a principal religião dos nossos tempos possa encontrar-se no mundo da tecnologia. Contém uma advertência séria e propõe uma solução.»
Greg M. Epstein, capelão humanista da Universidade de Harvard e do MIT – o que significa que faz aconselhamento humano a partir de uma perspectiva agnóstica – propõe que, nesta época tumultuosa de extremismo religioso e capitalismo desenfreado, é necessário manter o distanciamento crítico suficiente para perceber que nem toda a tecnologia é boa.
“A tecnologia desempenha hoje um papel na vida quotidiana do cidadão comum que se assemelha sinistramente ao papel que as religiões desempenhavam nas vidas dos povos antigos e no início da modernidade. Tal como as religiões tradicionais em tempos faziam, a tecnologia está a moldar os nossos pensamentos, sentimentos, esperanças, medos, relações e futuro”, escreve Epstein na introdução. “Grande parte dessa modelação ocorre não no interesse da pessoa comum, mas no interesse das maiores corporações da história da humanidade, que são quem opera essa modelação”, acrescenta. Por isso, Tech Agnostic (edição Temas e Debates) propõe muitas perguntas, recorda o trajecto de “apóstatas, heréticos, místicos, videntes e denunciantes que corporizam a reforma da tecnologia de que desesperadamente precisamos” e propõe um manifesto humanista que ajude a criar um novo futuro, de modo a manter “o distanciamento crítico suficiente para perceber que nem toda a tecnologia é boa”.
Nascido em 1977, Greg M. Epstein construiu uma carreira destacada como um dos capelães humanistas mais importantes a nível global. Além de colaborar regularmente com vários média, foi o primeiro «eticista residente» do website TechCrunch e tem sido considerado «um símbolo da transição na maneira como os americanos se relacionam com a religião organizada».
Do livro, que venceu vários prémios e será colocado à venda na próxima quinta-feira, 16, o 7MARGENS oferece a seguir alguns excertos da conclusão.

Ser agnóstico é apreciar os paradoxos e, ao mesmo tempo, os enigmas. É reconhecer o incognoscível e, ainda assim, ao mesmo tempo, explorá-lo, e fazê-lo com entusiasmo; fazê-lo não apenas celebrando a vida da mente, mas a vida em si mesma.
Lesley Hazleton, Agnostic: A Spirited Manifesto
(…) quando analisava a minha ambivalência em relação à tecnologia — a ambivalência diante da bondade e do valor da grande tecnologia, que se desenvolveu e deu origem a este livro –, ocorreu-me que, na religião tecnológica, talvez eu fosse o agnóstico indeciso, atitude que por vezes encontrei nos outros em relação às divindades tradicionais. Não me vi capaz de formular propriamente uma declaração firme, diante de outros ou mesmo para mim mesmo, sobre qual era exatamente a minha posição em relação a questões de profunda importância. Mesmo depois de ter escrito um livro muito longo que o leitor terá talvez acabado de ler, continuo a debater-me com definir a minha própria relação com a grande tecnologia. Esta constatação desconfortável e, com efeito, constrangedora, recordou-me o livro de Hazleton, que comecei então a ler pela primeira vez. No seu trabalho, encontrei uma ideia de agnosticismo, como atitude de vida, que é muito mais bela e com muito mais nuances do que pensava até então.
«Assumo o meu agnosticismo de cabeça erguida», escreveu a autora britânico-americana de temas de política e religião, ex-correspondente em Jerusalém para a revista Time, «porque a sua essência não é apenas não saber uma coisa, mas algo muito mais desafiante e infinitamente mais intrigante: o magnífico oximoro inerente ao conceito de incognoscibilidade. Trata-se da constatação de que nem tudo pode ser cognoscível e de que nem todas as perguntas têm respostas definitivas. No melhor dos casos, no entanto, o agnosticismo vai um pouco mais longe: é preciso um enérgico deleite com o facto de não se saber».

Greg Epstein: “Talvez eu pudesse andar de cabeça erguida apesar de não saber ao certo como encarar os poderes divinos que a nossa grande tecnologia alegadamente oferece.” Foto reproduzida da página do autor no Facebook.
Como humanista e como capelão, ordenado como rabino por um movimento de outros ateus como eu (e agnósticos), gosto de pensar que sei uma ou outra coisa sobre magníficos oximoros. Mas neste ponto, Hazleton conseguiu educar-me e inspirar-me. Talvez também eu pudesse andar de cabeça erguida apesar de não saber ao certo como encarar os poderes divinos que grande parte da nossa grande tecnologia alegadamente oferece. Talvez não me coubesse a mim articular a quantidade exata de fé que eu estava disposto a colocar em cada uma das estrelas de uma infinita galáxia de politeísmo animista que a religião tecnológica apresenta aos seus seguidores. Talvez não precisasse da capacidade de espreitar para dentro da alma de cada nova start-up, cada uma delas uma potencial divindade que poderia ou não possuir o que o imperador Constantino procurava num Deus: «poder de cooperação» suficiente no sentido de se ser bom o bastante, e útil o bastante, para se ser digno de culto. Em vez disso, podia focar-me no que Hazleton chama «incognoscibilidade» e na forma como este conceito pode simultaneamente ser empoderador e animador, uma afirmação decidida de consciência e integridade. Sentirmo-nos confortáveis com o facto de não sabermos implica uma profunda rejeição do dogma de todos aqueles que se acham capazes de saber e conhecer em nosso nome. É que, embora encoraje os leitores a «constatarem que nem tudo pode ser cognoscível e que nem todas as perguntas têm respostas definitivas», Hazleton também afirma que «no melhor dos casos […] o agnosticismo vai um pouco mais longe: é preciso um enérgico deleite com o facto de não se saber».
Ao ler estas palavras escritas por uma autora premiada que também escreveu sobre o Médio Oriente para inúmeras publicações, incluindo o The New York Times e a The New York Review of Books, e que se descreveu a si mesma como «uma judia que ponderou seriamente sobre a ideia de se tornar rabina, uma antiga aluna de convento que em tempos sonhou acordada com a ideia de se tornar freira, uma agnóstica com uma profunda noção de mistério religioso, mas sem afinidade alguma com a religião organizada», ocorreu-me: eu, também, quero deleitar-me com o facto de não saber. Porque, mesmo nos círculos religiosos e inter-religiosos tradicionais, a presença de um agnóstico coerente e humanista é uma provocação poderosa. É claro que nem todos os clérigos cristãos, muçulmanos, judeus, budistas ou hindus ficam desconfortáveis quando se sentam ao lado de alguém que simplesmente não sabe. Mas os inseguros sem dúvida que ficam. Os que tentam iludir as suas audiências, quer seja intencionalmente por serem embusteiros ou por estarem aterrorizados com a ideia de perder o seu meio de subsistência, ou aqueles cujos maiores pontos de referência são eles mesmos, porque simplesmente não conseguem convocar a coragem de aceitar o que sabem ser verdade… são estas pessoas que entram em pânico diante do agnosticismo coerente e satisfeito. Conheçamo-los pela fúria que exibem. Aprendamos a enfrentá-los com a nossa tranquila presença de espírito, mesmo que demoremos uma vida inteira, e mesmo que precisemos de investir em fazer parte de uma rede interligada de pessoas de boa vontade que alcançam verdadeiramente esse espaço.
Ceticismo de quem? Que incognoscibilidade?

Richard Dawkins (e Sam Harris) “aderiram em muitas ocasiões a pontos de vista que se desviam da estrada do pensamento crítico, aventurando-se nas valas da insensatez”. Foto © Wikimedia Commons
Há pelo menos uma última grande questão por resolver: que dizer das diferenças entre um ceticismo salutar e o tipo de ceticismo a que os teóricos da conspiração de direita aderem hoje em dia, amiúde com a cumplicidade de deepfakes de IA e outras desinformações que conseguem «fabricar a dúvida», mesmo quando deveríamos poder confiar nos nossos olhos e no nosso raciocínio? O ceticismo pode ser apresentado como uma coisa incondicionalmente boa por membros do meu querido movimento humanista secular, ainda que eu esteja firmemente convicto de que pessoas como Richard Dawkins e Sam Harris, entre outros, aderiram em muitas ocasiões de destaque a pontos de vista que se desviam de forma acentuada da estrada do pensamento crítico, aventurando-se nas valas da insensatez.
Consigo considerar-me um cético que usa o método científico e o empirismo como forma de obter informações para alcançar as minhas conclusões, e o mesmo se pode dizer de muitas pessoas seculares e de mentalidade científica, em particular dentro e em torno do meio académico. Mas não será verdade que o pessoal do QAnon, o pessoal anti-woke, o pessoal antiantifa e os negacionistas das eleições pensam muitas vezes de maneira semelhante? Como deveremos nós compreender as diferenças (ou as semelhanças!) entre estes grupos e estas perspetivas? (…)
Por sorte (…), técnicas simples, como pedir às pessoas que pensem na exatidão da informação antes de a partilharem online, podem ser bem-sucedidas em aumentar a probabilidade de disseminação da verdade e de supressão da falsidade. De acordo com o artigo de Pennycook e Rand, escrito em coautoria com Jabin Binnendyk:
As pessoas que acreditam e conspirações caracterizam-se por mais fracas competências de raciocínio analítico e, em igual medida, um maior pendor para o excesso de confiança. Este excesso de confiança está também associado a uma propensão para praticamente não terem consciência de que a maioria dos outros discorda das teorias da conspiração em que acreditam.
Ao analisar uma grande variedade de possibilidades e variáveis, incluindo o narcisismo e o desejo de se ser singular, a importância do excesso de confiança como fator de previsão de uma «conspiratoriedade» destacou-se consistentemente. E isto encaixa bem no argumento que tentei corroborar ao longo deste livro: a crença convicta nas teologias e doutrinas carismáticas da grande tecnologia e a incapacidade de criticar as suas práticas influentes e muitas vezes manipuladoras podem ter consequências perigosas. Ou então, argumentam Rand e Pennycook, no plano da informação errada, «os que mais necessitam de intervenção serão provavelmente os menos dispostos a reconhecer que poderão estar errados». (…)
Um futuro em que vale a pena pensar

“O humanismo não é coisa que se enfie facilmente numa caixa. O humanismo é uma crença entusiástica de que a caixa não existe.” Foto © Laura Ockel / Unsplash
A vida, em meados do século XXI d.C., faz-se com um tremendo grau de incerteza. Não temos certezas em relação ao futuro do nosso clima; não temos certezas sobre a forma de lidar e relacionarmo-nos uns com os outros, considerando os níveis nunca vistos de travessias de fronteiras e de mobilidade geográfica, já para não falar de misturas raciais, étnicas e religiosas. Não temos certezas sobre se as experiências democráticas com séculos de existência poderão ser bem-sucedidas, ou sequer ter continuidade, na medida em que toda a nossa incerteza parece continuamente fortalecer o poder de líderes autoritários que se alimentam da nossa fraqueza e da nossa dúvida, afirmando que eles, e apenas eles, conhecem o caminho a seguir.
Não temos certezas acerca daquilo em que devemos acreditar, já que os velhos deuses parecem estar mortos ou moribundos. Também não temos certezas quanto ao nosso futuro tecnológico, e, num ciclo de retorno tautológico, o nosso futuro tecnológico causa-nos sempre e cada vez mais incerteza. (…)
Por causa da tecnologia, era cada vez mais difícil pensar ou falar sobre o que deveria ser uma vida plena para crianças como os meus filhos. De que modo, como pais, podemos conversar sobre sentido e propósito com uma criança cuja experiência quotidiana é completamente diferente daquela que foi a nossa, e tantas vezes quase sem qualquer ponto em comum? E cujo futuro, ao mesmo tempo, é absolutamente incerto e está significativamente envolto em dúvida? Que moralidade, que ética, que práticas poderão mesmo parecer relevantes e enriquecedoras num ambiente assim, com o qual quase todos os pais do mundo inteiro se confrontam hoje em dia?
Evidentemente — e dolorosamente —, não possuo todas as respostas. Parte de mim deseja que pudesse oferecer soluções fáceis, estruturas já prontas que bastaria seguir. Mas este, para o bem e para o mal, não é esse tipo de livro sobre religião. Em tempos, num dos mais desastrosos episódios da minha carreira, passei mais de um ano a cortejar um potencial grande financiador que me tinha sugerido que o dinheiro haveria de escorrer para a minha organização sem fins lucrativos como se de leite e mel se tratasse, se eu conseguisse enfiar «o humanismo numa caixa» para fácil uso pelos meus membros. Mas o humanismo não é coisa que se enfie facilmente numa caixa. O humanismo é, tanto quanto qualquer outra coisa, uma crença entusiástica de que a caixa não existe. Será talvez com o mesmo espírito com que em tempos desapontei esse doador que vou agora desapontar os leitores que vieram aqui à procura de instruções definitivas ou kits de ferramentas prontos a usar sobre como encontrar a verdadeira fé na religião tecnológica. Que dispositivos devemos comprar? Que aplicações de redes sociais devemos usar? Quanto tempo de ecrã é aceitável por dia? Que políticas devemos defender? A que organizações nos devemos juntar?
Não sei. Mas uma coisa posso dizer: enquanto escrevia este livro, aprendi a deleitar-me energicamente com o facto de não saber e de não aceitar as respostas que as empresas tecnológicas, maiores do que o império de Constantino, esperam conseguir vender-me.

“O apocalipse tecnológico já está entre nós.” Foto © Gerd Altmann / Pixabay
Quero concluir com uma espécie de manifesto tecnoagnóstico — uma breve declaração de princípios e valores que elaborei ao longo dos vários anos em que trabalhei neste livro. Quero apelar aos leitores que se reúnam em seu torno, já que, num momento cultural de polarização extrema e de dúvidas sobre se uma ação regida por princípios e com os olhos postos no futuro justifica tanta maçada, acredito que temos mais em comum do que imaginamos. (…)
O momento em que vivemos atualmente parece-me pronto para um manifesto agnóstico. Temos imensos motivos para nos sentirmos ambivalentes e, no entanto, há ainda muito por que lutar. A ambivalência é sinal da nossa capacidade de reflexão, da nossa valorização das nuances e do nosso devido e razoável ódio ao excesso de confiança. E todavia, há muito em jogo.
Deixo algumas verdades muito evidentes, mesmo num mundo ambivalente:
- Não é por acaso que as ideias da grande tecnologia se assemelham tanto à teologia e à doutrina religiosa. Ao assumir esta forma, sustentam uma mundivisão em que certas poderosas agendas, e pessoas, assumem o centro, enquanto nós, os demais, giramos em torno do seu sol.
- As hierarquias da grande tecnologia têm de ser niveladas, o que exige que as reconheçamos como o produto de uma ideologia religiosa e que as critiquemos em conformidade.
- Os rituais da grande tecnologia podem tornar-se uma obsessão perigosa que se descontrola cada vez mais. Mas como não os podemos evitar totalmente, também podemos encarar o nosso uso pessoal da grande tecnologia como uma oportunidade de desviar o foco daquilo que receamos para aquilo que os nossos ideais e valores positivos e compassivos exigem de nós.
- O apocalipse tecnológico já está entre nós; só que não tem uma distribuição homogénea. Temos de começar a agir como se o pior dos cenários nos pudesse acontecer, a menos que trabalhemos em prol da equidade e pensemos sobre de que modo podemos todos beneficiar se o fizermos.
- Valorizemos os apóstatas, os heréticos e as Cassandras que existem no meio de nós. Precisamos deles mais do que nunca.
- A cultura tecnológica do futuro deve ser moldada por humanistas tecnológicos, praticantes espirituais e outros suficientemente corajosos para construir uma alternativa. Ser, antes de mais, humano, num mundo em que a grande tecnologia surge em primeiro lugar.
- Por fim, reconhecer que não podemos fazer nada disto sozinhos. Precisamos de comunidade para encontrar a humanidade na grande tecnologia. Escolhamos a nossa comunidade com o mesmo espírito agnóstico com que abordamos a religião tecnológica na sua globalidade.
Agnosticismo, a ponta da faca para cima

Lesley Hazleton numa conferência: uma parábola de como viver como uma força incisiva do bem e uma fonte de energia de amor e compaixão. Foto reproduzida a partir do vídeo da conferência.
Numa tarde quente de julho de 2021, numa sexta-feira, dei por mim a procurar uma forma de concluir uma visita de quatro horas à casa-barco de Lesley Hazleton em Seattle. Hazleton tinha começado a encher a máquina de lavar a louça com os pratos de uma deliciosa refeição que tinha cozinhado para mim, com azeite, amêndoas tostadas, anchovas, alho picado e um molho de salva tirada do seu jardim flutuante, quando parou a olhar para uma das suas facas — um utensílio que tinha usado talvez centenas ou mesmo milhares de vezes. Nunca tinha conseguido compreender, disse-me, por que motivo, quando as põem dentro da máquina, as pessoas viram as facas com a ponta para baixo.
Tínhamos acabado de falar da sua longa carreira — não apenas a parte em que foi jornalista de tecnologia e escreveu com ceticismo um perfil de Jeff Bezos nos seus primeiros tempos, mas também a sua escrita sobre carros, incluindo o tempo em que aprendeu sozinha a ser piloto de corridas e conduzia a trezentos e vinte quilómetros por hora, quase tendo morrido em dada altura. Falámos depois sobre a sua carreira de piloto de aviões e de qual era a sensação de fazer acrobacias no ar, voar ao lado de nuvens e ter arcos-íris a formar-se a partir das asas. Vieram depois todos os livros que escreveu e as palestras para que foi convidada em todo o mundo. Incluiu-se aqui o facto de ser reconhecida nas ruas de países maioritariamente muçulmanos devido à TED Talk (2,4 milhões de visualizações) em que humanizou acidentalmente o profeta Maomé, contando a história de como ela passara de um desejo pós-11 de Setembro de investigar os mitos em torno do protagonista do Alcorão a ver unicamente um homem humano, com emoções, anseios, ética e até dúvidas humanas — especialmente dúvidas. Poderíamos pensar que esta interpretação teria gerado a fúria dos fiéis, mas afinal foi profundamente apreciada.
Ocorreu-me que a faca com a ponta virada para baixo era uma metáfora perfeita para o que levaria comigo do tempo que passei com Lesley Hazleton.
«Lesley», disse-lhe. «Você é assim. Vive a sua vida com a ponta da faca virada para cima.» Ela continua a ser, para mim, um exemplo, e talvez até uma parábola da vida real, de como viver como uma força incisiva do bem, e uma fonte de energia de amor e compaixão, mantendo-se sempre enraizada num sistema de valores agnósticos que muitos achariam, erradamente, ser passivo e indeciso.
À nossa própria maneira, com incontáveis exemplos como o de Lesley e de outros neste livro, você e eu podemos fazer a mesma coisa. Juntos, podemos criar uma reforma — na nossa tecnologia, mas, mais importante do que isso, na nossa humanidade comum — que, quem sabe, talvez se transforme num renascimento. Assim seja.
Tech Agnostic – Agnosticismo Tecnológico – Como a tecnologia se tornou a mais poderosa religião do mundo e porque precisa desesperadamente de uma reforma
Greg M. Epstein
Tradução: Ana Pinto Mendes
Temas e Debates, outubro de 2025, Lisboa
508 páginas; 24,40 €










