Navio com cereais da Ucrânia é esperança

“O barco vai de saída” mas a fome no mundo tornou-se “catastrófica”

| 18 Ago 2022

 

 

No momento em que um primeiro navio carregado com 23 mil toneladas de cereais da Ucrânia consegue, finalmente, singrar através do Mar Negro, o Programa Alimentar Mundial (PAM) alerta para a tragédia da fome que se abate sobre várias regiões do mundo: o número daqueles que enfrentam insegurança alimentar aguda aumentou de 135 milhões para 345 milhões desde 2019.

“Do Corredor Seco da América Central e do Haiti, passando pelo Sahel, República Centro-Africana, Sudão do Sul e depois para o leste até o Corno da África, Síria, Iémen e todo o caminho até o Afeganistão, há um círculo de fogo que se estende ao redor do mundo onde  o conflito e os choques climáticos  estão levando milhões de pessoas à beira da fome”. È este o quadro negro traçado pelo PAM.

No total, esta organização das Nações Unidas calcula que cerca de 828 milhões de pessoas vão todas as noites para a cama com fome, e outros 50 milhões de pessoas em 45 países “encontram-se à beira da fome”.

A situação é ainda mais grave, refere o PAM, porque os recursos para socorrer os famintos “atingiram o fundo do poço”. Para cuidar de 152 milhões de pessoas ao longo de 2022, aquele Programa necessita de cerca de 22 mil milhões de euros. Os governos, que são os maiores financiadores, vêem-se na situação de investir na recuperação da economia, nesta fase pós-pandemia. Esta “encruzilhada crítica”, como lhe chama a organização, leva-a a apelar a doadores do setor privado, indivíduos de rendimento líquido, influenciadores e celebridades, a contribuir para os fundos do Programa. Mas também os jovens e os cidadãos em geral “podem levantar suas vozes contra a injustiça da fome global”, apela o PAM.

A guerra na Ucrânia, desencadeada em fevereiro com a invasão do país pelas tropas russas, gerou convulsões e consequências que agravaram o efeito de outros fatores, como os decorrentes de outros conflitos, e ainda as mudanças climáticas e a pandemia do covid-19.

Representantes do PAM e da Organização Mundial de Saúde têm vindo a alertar para o facto de a ajuda que muitos países ocidentais estão a prestar à Ucrânia não dever levar a descurar situações que são, em muitos casos, tão ou mais graves do que a daquele país europeu. Falando, em especial da região do Tigré, no Norte da Etiópia, que considerou “o pior desastre da Terra”, o secretário-geral da Organização Mundial de Saúde, Tedros Gebreyesus, denunciou, em declarações veiculadas pela RTP, que “em termos humanitários, a situação é pior do que na Ucrânia”. “Porque silenciamos o sofrimento dos seis milhões de pessoas do Tigray? Será pela cor da pele?”, interrogou aquele dirigente mundial, dirigindo-se, em particular, aos países ocidentais.

 

Felizes os meninos de mais de 100 países – incluindo Portugal – que participam na Jornada Mundial das Crianças

Este fim de semana, em Roma

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Foi há pouco mais de cinco meses que, para surpresa de todos, o Papa anunciou a realização da I Jornada Mundial das Crianças. E talvez nem ele imaginasse que, neste curto espaço de tempo, tantos grupos e famílias conseguissem mobilizar-se para participar na iniciativa, que decorre já este fim de semana de 25 e 26 de maio, em Roma. Entre eles, estão alguns portugueses.

Cada diocese em Portugal deveria ter “uma pessoa responsável pela ecologia integral”

Susana Réfega, do Movimento Laudato Si'

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A encíclica Laudato Si’ foi “determinante para o compromisso e envolvimento de muitas organizações”, católicas e não só, no cuidado da Casa Comum. Quem o garante é Susana Réfega, portuguesa que desde janeiro deste ano assumiu o cargo de diretora-executiva do Movimento Laudato Si’ a nível internacional. Mas, apesar de esta encíclica ter sido publicada pelo Papa Francisco há precisamente nove anos (a 24 de maio de 2015), “continua a haver muito trabalho por fazer” e até “algumas resistências à sua mensagem”, mesmo dentro da Igreja, alerta a responsável.

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Bispo José Ornelas: “Estamos a mudar o paradigma da Igreja”

Terminou a visita “ad limina” dos bispos portugueses

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“Penso que estamos a mudar o paradigma da Igreja”, disse esta sexta-feira, 24 de maio, o bispo José Ornelas, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), numa conversa com alguns jornalistas, em plena Praça de S. Pedro, no Vaticano, em comentário ao que tinha acabado de se passar no encontro com o Papa Francisco e às visitas que os bispos lusos fizeram a vários dicastérios da Cúria Romana, no final de uma semana de visita ad limina.

O mundo precisa

O mundo precisa novidade

O mundo precisa, digo eu, de pessoas felizes para que possam dar o melhor de si mesmas aos outros. O mundo precisa de gente grande que não se empoleira em deslumbrados holofotes, mas constrói o próprio mérito na forma como, concretamente, dá e se dá. O mundo precisa de humanos que queiram, com lealdade e algum altruísmo, o bem de cada outro. – A reflexão da psicóloga Margarida Cordo, para ler no 7MARGENS.

“Política americana sobre Gaza está a tornar Israel mais inseguro”

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Esta é a história-testemunho da jovem Lily Greenberg Call, uma judia americana que exercia funções na Administração Biden que se tornou há escassos dias a primeira figura de nomeação política a demitir-se de funções, em aberta discordância com a política do governo norte-americano relativamente a Gaza. Em declarações à comunicação social, conta como foi o seu processo interior e sublinha como os valores do judaísmo, em que cresceu, foram vitais para a decisão que tomou.

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