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Domenico Celebrin (1956-2021)

O “coração grande” de frei Domingos parou de bater

| 28/10/2021

Domenico Emilio Celebrin. Foto: Direitos reservados.

 

Coração grande e generoso, sobretudo para os mais frágeis e desprotegidos, sempre com boa disposição, arauto do diálogo ecuménico e acreditando que na Igreja católica há espaço para todos, o franciscano Domenico Emilio Celebrin, ou frei Domingos, como era conhecido em Portugal, morreu ao final da tarde de terça-feira, 26, em Coimbra, na sequência de complicações que sucederam a um enfarte agudo do miocárdio, que sofrera em 2 de Setembro. 

O funeral será celebrado nesta sexta, 29, pelo bispo de Coimbra, Virgílio Antunes, na Sé Nova de Coimbra, a partir das 15h30. A celebração será também transmitida nas redes sociais.

Nascido em Sabaudia, 90 quilóemtros a Sul de Roma (Itália), em 4 de Março de 1956. Entrou no seminário em 1977 e professou como franciscano conventual na Basílica de Santo António, em Pádua, em 1981. A sua profissão solene como franciscano seria quatro ambos depois, na paróquia de São Marcos Evangelista, em Roma, sendo ordenado presbítero em 20 de Setembro de 1986.

A partir de 1984 esteve nessa paróquia de São Marcos, em Roma, vindo em 1991 para Portugal, como vigário paroquial de São Maximiliano Kolbe. Aí já se destacou pela sua atenção não só à dimensão pastoral como também social. Em 2005 mudou para Coimbra, tendo sido pároco de Santo António dos Olivais até ao dia 2 deste mês. Apesar da mudança estar já prevista (frei Fabrizio Bordin é agora o novo pároco), ela apanhou-o já a viver as sequelas do enfarte. 

Frei Domingos preparava-se agora para um ano sabático de estudo e preparação de novos projectos. “Era um apaixonado por Jesus e pela sua Igreja, chamava Deus por Papá, tinha um coração grande e generoso onde cabiam todos, sobretudo os mais frágeis e desprotegidos”, descreve a sua comunidade. 

Domenico Celebrin também “espalhava alegria e boa disposição e por onde passava a todos cativava; foi um arauto do ecumenismo, pois acreditava que é muito mais o que nos une do que aquilo que nos separa; e acreditava que na Igreja há espaço para todos os buscadores, que Deus é misericórdia e não faz acepção de pessoas”.

 

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