7M publica excertos

Novo livro de Tomáš Halík: O cristianismo a entrar na tarde da fé

| 14 Out 2022

Entrar na tarde da fé. Ou seja, transformar a Igreja Católica num lugar que ateste “esta confiança num Deus que é maior do que todas as nossas ideias, definições e instituições”. Tal é a proposta do teólogo checo Tomáš Halík, no seu novo livro A Tarde do Cristianismo – O Tempo da Transformação (ed. Paulinas), que agora é editado em Portugal. No livro, Halík, um dos mais importantes nomes da teologia cristã contemporânea, usa o arco de um dia – manhã, meio-dia, tarde – para falar das mudanças do cristianismo ao longo dos seus dois mil anos e para propor quais devem ser as mudanças de hoje, em resposta às profundas mutações culturais e sociais que estamos a viver., propondo a ideia da Igreja como “uma comunidade de escuta e compreensão”.

Publicamos a seguir excertos do primeiro e do último capítulos. Os subtítulos são da responsabilidade do 7MARGENS.

 

De mãos e cestas vazias
Pesca Milagrosa, 1515-16, cartão para tapeçaria, 320 x 390 cm, Rafael Sanzio, Museu Victoria e Albert , Londres.

Rafael Sanzio, A Pesca Milagrosa (1515-16), cartão para tapeçaria, Museu Victoria e Albert, Londres: tal como os apóstolos antes da pesca abundante, muitos cristãos sentem-se exaustos e frustrados.

 

Estamos de mãos e cestas vazias, «trabalhámos a noite inteira e nada apanhámos», responderam uns exaustos e frustrados pescadores galileus a um pregador errante que estava na margem do novo dia.

Em grande parte do nosso mundo ocidental, muitos cristãos experimentam neste momento sentimentos muito semelhantes. Igrejas, mosteiros e seminários esvaziam-se e dezenas de milhares abandonam a Igreja. Sombras escuras de um passado recente privam as igrejas de credibilidade. Os cristãos estão divididos – e hoje as diferenças não se registam fundamentalmente entre as igrejas, mas no interior delas. A fé cristã já não enfrenta o ateísmo militante nem aquela dura perseguição suscetível de despertar e mobilizar os crentes, mas antes um perigo muito maior – a indiferença.

Curiosamente, o profeta de Nazaré escolheu um momento muito semelhante de fadiga e frustração para se dirigir pela primeira vez aos seus futuros discípulos. Pescadores desapontados, depois de uma noite em claro, não seriam propriamente o público mais recetivo ao seu anúncio acerca de um reino vindouro. No entanto, eles manifestaram aquilo que constitui a antecâmara e o portal da fé: a coragem de confiar. «Tenta de novo», disse a sua primeira pregação, «faz-te ao largo e lança as tuas redes!»

Também neste momento de cansaço e frustração, precisamos de tentar de novo o Cristianismo. Tentar de novo, contudo, não significa fazer a mesma coisa outra vez, incluindo a repetição de erros antigos. Significa fazer-se ao largo, esperar atentamente e estar pronto para agir.

Este livro trata das mudanças da fé nas vidas humanas e na história. Pergunto-me que transformações ocorrem já hoje e que possíveis formas futuras de Cristianismo germinam já sob muitas das presentes crises. Hoje, como em qualquer período de significativa alteração histórica, o lugar e o papel da fé na sociedade e as diversas formas da sua expressão na cultura estão em transformação. Diante de todas estas mudanças, devemos sempre questionar uma e outra vez a identidade da nossa fé. Em que é que ela consiste e em que é que se revela o seu carácter cristão? (…)

 

Igreja da Mãe de Deus frente à Týn, Praga: “O que se está a desmoronar agora pode ser apenas o andaime de madeira; o essencial, aquilo que há muito está escondido na Igreja, permanece ainda para ser revelado.” Foto © António Marujo.

 

De acordo com uma antiga lenda checa, o construtor de uma das igrejas góticas de Praga ordenou que, após a conclusão da construção, os andaimes de madeira fossem incendiados. Quando o fogo começou e os andaimes caíram estrondosamente no chão, o construtor entrou em pânico e cometeu suicídio, pensando que era o seu edifício que colapsava. Parece-me que o pânico de muitos cristãos neste momento de mudança se deve a um semelhante erro de perceção. O que se está a desmoronar agora pode ser apenas o andaime de madeira; quando ele arder, as paredes da igreja ficarão por certo um pouco chamuscadas pelo fogo, mas o essencial, aquilo que há muito está escondido, lá permanece ainda para ser revelado.

Para que a Igreja seja realmente uma Igreja e não uma seita fechada, ela tem de empreender uma mudança radical na maneira como se vê, na sua compreensão do seu serviço a Deus e às pessoas neste mundo. Precisa de reinventar e desenvolver mais plenamente a sua catolicidade e a universalidade da sua missão, esforçar-se para ser verdadeiramente «tudo para todos». Repito: chegou a hora da autotranscendência do cristianismo.

Se a Igreja quer ir para além dos seus limites e servir a todos, então este ministério deve estar vinculado ao respeito pela alteridade e liberdade daqueles a quem se dirige. Deve libertar-se da intenção de comprimir todos nas suas fileiras e ganhar domínio sobre eles, para «colonizá-los». Deve confiar no poder de Deus, levando a sério o facto de o Espírito operar bem para lá dos limites visíveis da Igreja.

Até agora, a Igreja concentrou-se principalmente no cuidado pastoral dos seus fiéis e em missões destinadas a expandir as suas fileiras. Mas sob elas pulsa uma outra dimensão, desde os primórdios do Cristianismo: a diaconia, a caridade. É principalmente neste campo que os cristãos aprenderam a servir todas as pessoas na dor e na necessidade, cumprindo assim o apelo de Jesus ao amor universal e à misericórdia sem fronteiras ou intenções proselitistas. É aqui que os cristãos deram e continuam a dar testemunho através de atos sem palavras – através da solidariedade do amor e demonstrando um envolvimento próximo. Fiéis ao espírito do relato de Jesus acerca do Bom Samaritano, eles não perguntam «quem é o meu próximo?» (ou quem não é o meu próximo) como lhe perguntou o fariseu que «queria justificar-se», desejando justificar os limites estreitos da sua vontade de amar e ajudar. Eles sabem que devem «fazer-se próximos» – estar perto dos outros, especialmente dos necessitados. Esta proximidade terapêutica e solidariedade assumiu e continua a assumir muitas formas, e adquire também uma dimensão política.

Como já foi referido, a Igreja enquanto hospital deve cuidar também da saúde da sociedade, da prevenção e diagnóstico das doenças que atingem sociedades inteiras, bem como da terapia e reabilitação posteriores; deve lutar para superar os «pecados sociais» e as estruturas desviantes dentro dos sistemas sociais. Durante décadas, a doutrina social da Igreja apontou que o pecado não é apenas uma questão de indivíduos; estamos todos cada vez mais enredados numa rede intricada de relações económicas e políticas onde o mal muitas vezes assume uma aparência suprapessoal e anónima.

 

Ouvir as vítimas, olhos nos olhos
Tomáš Halík

Halík: Estou convicto de que o ministério do acompanhamento espiritual individual será o crucial papel pastoral da Igreja na tarde do Cristianismo que se avizinha, e o mais necessário. Foto: Direitos reservados.

 

(…) Durante os meus quarenta e três anos de ministério sacerdotal, ouvi dezenas de milhares de confissões. Por muitos anos, para além do sacramento da penitência, propus também conversas espirituais mais longas e bem mais profundas do que aquilo que a forma ordinária do sacramento permite, e que se enquadram num contexto mais amplo da vida espiritual. Nessas conversas participam por vezes não batizados e também muitas outras pessoas que poderiam ser descritas como não religiosas, embora es- piritualmente fundamentadas ou em busca. Ampliei a minha equipa de colaboradores para este ministério de modo a incluir leigos formados em Teologia e Psicoterapia. Estou absolutamente convicto de que o ministério do acompanhamento espiritual individual será o crucial papel pastoral da Igreja na tarde do Cristianismo que se avizinha, e o mais necessário.

Simultaneamente, é aquele ministério em que mais aprendi, em que a minha teologia e espiritualidade, bem como a minha compreensão da fé e da Igreja, sofreram uma certa transformação. Quando o meu bispo, o cardeal Dominik Duka, recusou terminantemente encontrar-se com as vítimas de abuso sexual por parte de padres (incluindo membros do mosteiro do qual ele, à época, era superior) e as encaminhou para a polícia, tive longas conversas noite dentro com muitas dessas vítimas, após as quais muitas vezes não conseguia dormir. Não fiquei a saber muito mais do que aquilo que já viera a lume, mas tive a oportunidade de olhar essas pessoas nos olhos e segurar as suas mãos enquanto choravam. E, garanto-vos, foi uma experiência muito diferente de uma simples leitura dos relatórios das declarações prestadas à polícia ou ao tribunal. (…)

Vários dos meus colegas universitários, a quem respeito pessoalmente e de cuja piedade e boa vontade não duvido, dirigiram ao Papa Francisco um documento farisaico intitulado A Correção Filial, repreendendo-o por ele, na sua exortação apostólica Amoris Laetitia, ter convidado a um acolhimento pastoral misericordioso, individual e criterioso de todas as pessoas em situações ditas irregulares, como homossexuais e pessoas divorciadas que se casaram novamente numa cerimónia civil. Não me surpreendeu que estes severos julgamentos tivessem sido proferidos por pessoas que jamais se sentaram num confessionário nem ouviram as histórias dessas pessoas. Se eu visse o mundo pelas lentes dos livros de moral neotomistas, em que os argumentos individuais encaixam de forma suave e lógica como uma máquina fria, mas ignorando completamente as realidades complexas da vida, talvez eu abordasse os problemas das pessoas com juízos igualmente simples, a preto-e-branco e sem caridade. Provavelmente ofender-me-ia também com um Papa que nos recorda que a Eucaristia não é uma recompensa para católicos exemplares, mas um panis viatorum, pão para o caminho do amadurecimento – alimento e remédio para os fracos e falhos.

Perdi a conta às histórias de mulheres que, irresponsavelmente abandonadas pelos seus maridos, e que tendo encontrado anos mais tarde apoio para si e para os seus filhos num novo e bem-sucedido casamento, foram, sob a lei atual da igreja, banidas para sempre da mesa de Cristo, daquela mesma mesa para a qual Jesus, para indignação dos fariseus, convidava pessoas em «situações irreligiosas» sem lhes impor quaisquer árduos entraves de antemão. Acerca dessas mesmas pessoas disse Ele que seriam justamente elas, porque conseguiam apreciar o dom gratuito do perdão e da incondicional aceitação, que precederiam os seus orgulhosos acusadores e juízes no reino dos céus. Jesus sabia que somente a experiência da aceitação e do perdão incondicional poderiam trazer uma verdadeira transformação de vida, uma conversão. Poucas coisas eram tão estranhas a Jesus quanto o pensamento legalista dos seus maiores oponentes entre os fariseus. Aqueles que invocam as palavras de Jesus acerca da indissolubilidade do casamento devem perceber que Ele quis com essas palavras defender as esposas da imprudência de homens que poderiam facilmente repudiá-las por motivos mesquinhos, emitindo simplesmente um «certificado de divórcio», e que não pretendia certamente colocar fardos adicionais sobre as vítimas de tal comportamento, ou seja, as mulheres repudiadas.

 

A moral turva
O Papa Francisco segura no Evangeliário durante a Missa na Piazzale dei Granai, em Malta. Foto © Vatican Media

Quando acontecerá por fim a mudança na nossa Igreja deste «catolicismo sem cristianismo» e desta justiça sem misericórdia para a «nova leitura do Evangelho» que o papa Francisco tanto exorta e ensina? Foto © Vatican Media.

 

Quando um sacerdote, numa inflamada homilia na catedral de Praga, alertou para uma ameaça de domínio global por homossexuais e teóricos de género que removeriam à força crianças das suas famílias e as venderiam como escravas, enviando católicos devotos para campos de extermínio, percebi que esse (des)evangelho do medo não é realmente a minha religião – e, acima de tudo, não é o euangelion (a boa nova), a religião de Jesus. Ouvi dezenas de relatos de cristãos que discerniram uma orientação homossexual que não escolheram e, depois de se assumirem, sofreram um linchamento psicológico às mãos do seu piedoso ambiente, que muitas vezes incluía os seus próprios pais e familiares. Alguns deles tentaram o suicídio, desesperados por serem rejeitados pela sua comunidade. Deverei eu forçar essas pessoas, quando finalmente encontrarem um parceiro para a vida, a comprometerem-se a renunciar para sempre ao seu desejo de intimidade ou, na melhor das hipóteses, rotular «generosamente» o seu amor como um «mal menor» do que a solidão ou a promiscuidade?

Durante muito tempo, os livros de moral católica turvaram os problemas individuais das pessoas, também para mim, e hoje envergonho-me disso. Quão grande é a tentação para nós, confessores, portadores da autoridade da Igreja, de nos tornarmos fariseus e escribas contra os quais Jesus advertiu com tanta insistência – aqueles que impõem pesados fardos às pessoas e não levantam um dedo para ajudá-las! É claro que é muito mais fácil e rápido julgar as pessoas arbitrariamente remetendo-as para os parágrafos do direito canónico do que fazer aquilo que o papa Francisco pede: perceber a singularidade de cada pessoa e ajudá-la – levando em conta precisamente a singularidade da sua situação de vida e do seu grau de maturidade pessoal – a encontrar uma solução responsável dentro das possibilidades reais de que dispõe.

Quando acontecerá por fim a mudança na nossa Igreja deste «catolicismo sem cristianismo» e desta justiça sem misericórdia para a «nova leitura do Evangelho» que o papa Francisco tanto exorta e ensina? (…)

Foi isto que experimentei nas conversas com vítimas de abuso sexual e psicológico na Igreja. A sua dor reprimida, a sua desilusão com a Igreja e os seus remorsos muitas vezes não reconhecidos contra Deus, que muitas vezes se transformavam num sentimento de culpa ou dificuldades psicossomáticas, precisavam de ser expressos. Exigia aquele espaço seguro de aceitação incondicional. É aí que a verdade é revelada – e é uma compreensão da verdade muito diferente daquela a que se referem os «donos da verdade». Sonho com uma Igreja que crie um semelhante espaço de segurança – um espaço de verdade que cura e liberta. (…)

 

O futuro do Cristianismo

 

capa A tarde do Cristianismo

Capa do livro “A Tarde do Cristianismo”. editado em Portugal pelas Paulinas.

Qual será o futuro do Cristianismo? Se o mistério da Encarnação prossegue na história do Cristianismo, então devemos estar preparados para que Cristo continue a entrar criativamente no corpo da nossa História, em diferentes culturas – e a entrar muitas vezes com a mesma discrição e anonimato com que outrora entrou num estábulo em Belém. Se o drama da crucificação prossegue na História, devemos aprender a aceitar que muitas formas de Cristianismo morrem dolorosamente, e que essa morte inclui horas sombrias de abandono, até mesmo uma «descida ao inferno». Se, no meio das mudanças da História, a nossa fé deve permanecer ainda uma fé cristã, então o sinal da sua identidade é kenosis, autoentrega, autotranscendência.

Se o mistério da Ressurreição prossegue na história, então devemos estar preparados para buscar Cristo não entre os mortos, no túmulo vazio do passado, mas para descobrir a Galileia de hoje («a Galileia dos gentios»), onde o encontraremos surpreendentemente transfigurado. Ele voltará a atravessar as portas fechadas do nosso medo, mostrará as suas feridas. Estou convencido de que esta Galileia de hoje é o mundo dos nones para lá dos limites visíveis da Igreja.

Se a Igreja nasceu do Pentecostes, e este evento prossegue na sua história, então ela deve tentar falar de uma forma que possa ser compreendida por pessoas de diferentes culturas, povos e línguas; deve aprender constantemente a compreender as culturas estrangeiras e as diversas línguas da fé; deve ensinar as pessoas a entenderem-se. Trata-se de falar claramente, mas não de forma simplista; acima de tudo, deve falar com credibilidade – «coração a coração» 268. Deve ser lugar de encontro e de diálogo, fonte de reconciliação e de paz 269.

Muitos dos nossos conceitos, ideias e expectativas, muitas formas da nossa fé, muitas formas de Igreja e Teologia devem morrer – eram muito pequenas. A nossa fé deve superar os muros construídos pelos nossos medos e pela nossa falta de coragem para, como Abraão, nos aventurarmos por caminhos desconhecidos num futuro incógnito. Nas nossas novas jornadas, encontraremos provavelmente aqueles que têm as suas próprias ideias surpreendentemente pouco familiares acerca do rumo e do destino do caminho, mas mesmo esses encontros são um dom para nós; devemos aprender a reconhecê-los como o nosso próximo e a tornarmo-nos seus próximos.

O respeito pela diversidade e a aceitação do outro na sua singularidade, esta dimensão do amor que é o critério da sua autenticidade, é necessária não só nas relações entre indivíduos, mas também nas relações entre nações, culturas e religiões. A importante frase na declaração conjunta do Papa Francisco e do Imam Ahmed el-Tayeb, de que o pluralismo e a diversidade das religiões são queridos por Deus na Sua sabedoria, é fruto de milhares de anos de experiência, pagos por inúmeras vítimas de guerras religiosas. Esta frase suscitou ressentimento em certos círculos religiosos: não será uma traição à pretensão da nossa religião à sua própria verdade?

Não: é a linguagem de uma fé madura, adulta, desprovida do narcisismo coletivo e do egocentrismo daquelas comunidades religiosas incapazes de reconhecer a sua condição peregrina. Para os muçulmanos, isso significa regressar a uma importante e sábia passagem do Alcorão, que afirma explicitamente que Deus deseja uma diversidade de religiões e que essa diversidade é uma oportunidade de porfiar no bem; para os cristãos, um aprofundamento da visão de Nicolau de Cusa de que, na diversidade, uma única verdade nos é dada (una religio in rituum varietate). Não tenhamos medo: a mais alta forma de verdade para o Cristianismo é o amor de Deus e do homem; onde quer que aconteça, Deus, Cristo e a fé cristã estão presentes. Se a Igreja hoje pode atestar esta confiança num Deus que é maior do que todas as nossas ideias, definições e instituições, algo de novo e importante acontece: entramos na tarde da fé.

O ecumenismo é uma forma indispensável de amor cristão. É uma das facetas mais credíveis e convincentes do Cristianismo. Para que a Igreja Católica seja verdadeiramente católica, deve completar a transformação que começou no Concílio Vaticano II: a mudança do catolicismo para a catolicidade. Todas as Igrejas e todos os cristãos que recitam o Credo dos Apóstolos ou o Credo Niceno-Constantinopolitano proclamam assim o seu dever de desenvolver a catolicidade do cristianismo: aquela abertura da Igreja que reflete os braços abertos de Jesus na Cruz. Ninguém está fora do amor de Cristo.

 

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Breves

 

“Em cada oportunidade, estás tu”

Ajuda em Ação lança campanha para promover projetos de educação e emprego

“Em cada oportunidade, estás tu” é o mote da nova campanha de Natal da fundação Ajuda em Ação, que apela a que todos os portugueses ofereçam “de presente” uma oportunidade a quem, devido ao seu contexto de vulnerabilidade social, nunca a alcançou. Os donativos recebidos revertem para apoiar os programas de educação, empregabilidade jovem e empreendedorismo feminino da organização.

Secularismo e Direitos Humanos

Secularismo e Direitos Humanos novidade

O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) decidiu, no passado dia 28 de novembro (ver 7MARGENS), que a administração pública de um país pode proibir os seus funcionários de usarem visivelmente qualquer sinal que revele crenças filosóficas ou religiosas, a fim de criar um “ambiente administrativo neutro”. Devo dizer que esta formulação me deixa perplexa e bastante preocupada. É óbvio que todos sabemos que a Europa se construiu sobre ruínas de guerras da religião. (Teresa Toldy)

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This