Festival Terras Sem Sombra

“O esplendor da polifonia sacra portuguesa” na Vidigueira

| 13 Mai 2022

grupo musical cupertinos foto site cupertinos

Os Cupertinos gravaram já dois discos: um dedicado a Manuel Cardoso, outro com duas missas e responsórios de Natal de Duarte Lobo. Foto © Cupertinos.

 

O grupo vocal Cupertinos, dirigido por Luís Toscano, será o convidado do segundo concerto do Festival Terras sem Sombra, na sua temporada 2022. O espectáculo decorre na Igreja de São Cucufate, em Vila de Frades (Vidigueira), um monumento que a organização considerou ter “excepcionais condições acústicas para a interpretação da música vocal”. Será neste sábado, 14 de Maio, a partir das 21h30. Uma forma de (re)descobrir “o esplendor da polifonia sacra portuguesa do Renascimento e do Maneirismo”, como sugere a organização.

O programa será dedicado ao tema “Mater Amabilis: O Culto de Maria na Polifonia Portuguesa dos Séculos XVI e XVII” e serão executadas peças de António Carreira, Francisco Garro, D. Pedro de Cristo, João Lourenço Rebelo e Duarte Lobo.

Os Cupertinos gravaram já dois discos: um dedicado a Manuel Cardoso (Requiem, Lamentações, Magnificat e Motetos), outro com duas missas e responsórios de Natal de Duarte Lobo – dois dos nomes grandes da “idade de ouro” da polifonia portuguesa, com Pedro de Cristo, numa época em que, por contraste, o país perdera a sua independência política, como bem nota Luís Toscano na apresentação de um dos discos.

Nascido cerca de 1565, Duarte Lobo terá estudado na Sé de Évora, antes de se tornar mestre de capela no Hospital Real de Todos os Santos, em Lisboa; ocuparia a mesma função na Sé de Lisboa, cerca de 1591, e ali ficaria quase 50 anos. Como também refere Luís Toscano, Lobo gozava de grande popularidade nas Américas e na Europa – em Londres, era um dos mais interpretados, a par de Haendel, Palestrina ou Tallis. Uma das obras de portugueses mais executadas e gravadas é Audivi vocem de caelo, o motete que abre o disco a ele decicado pelos Cupertinos e adapta uma frase do Apocalipse (“Do céu ouvi uma voz que me dizia: Felizes os mortos que morrem no Senhor”). Uma música simultaneamente serena e arrebatadora que nos leva pela mão, a que se juntam o tom jubiloso e festivo dos responsórios de Natal. As duas missas, compostas como paródias (com citações) de motetes de Francisco Guerrero (1528-1599), oscilam entre o meditativo e penitencial Kyrie ou Agnus Dei, e os afirmativos ou aclamativos Credo ou Gloria.

O programa deste fim-de-semana do festival inclui uma acção de sensibilização ao Património Cultural, com o mote do vinho de talha, que culminará com uma prova de vinhos (Vila de Frades, sábado, 15h, Centro Interpretativo do Vinho de Talha).

Domingo, dia 15, a partir das 9h30), o festival programou uma acção de sensibilização na Serra do Mendro, onde se pode conhecer a biodiversidade do montado e da vinha, recentemente cultivada em patamares, à imagem do que se faz no Douro.

 

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