
Foi a emergência da falta de leite numa casa de assistência a crianças e idosos, na capital de S. Tomé e Príncipe, que, há onze anos, impeliu Fernando Ventura, frade capuchinho português, a criar um banco de leite.
Uma solução que o quotidiano fez vingar, apoiado por diferentes personalidades da sociedade civil de Portugal.
Numa entrevista ao jornalista Manuel Vilas Boas, da TSF, frei Ventura refere-se aos neocolonialismos que podem manter no silêncio aqueles que nasceram para usufruírem da dignidade humana. “Só dá de si quem dá aos outros”, diz o capuchinho, apelando a que os antigos colonizadores se abram a uma solidariedade mais responsável.
Frei Ventura, 62 anos, é licenciado em teologia pela Universidade Católica e em ciências bíblicas em Roma. É tradutor-intérprete, no Vaticano, revelando que Francisco é o Papa mais difícil de traduzir, pelo facto de os seus gestos serem mais expressivos do que as palavras.
A entrevista pode ser ouvida na TSF.









