Projeto já apoiou 50 reclusos

O “maior presépio ao vivo da Europa” regressa a Priscos dia 10 de dezembro

| 31 Out 2023

Presépio ao Vivo de Priscos, Foto retirada do site oficial

É com a colaboração de reclusos do Estabelecimento Prisional de Braga que vão sendo construídos os mais de 90 cenários do Presépio ao Vivo de Priscos. Foto © Presépio ao Vivo de Priscos.

 

Na aldeia de Priscos, a 9 km de Braga, ultimam-se os preparativos para o regresso daquele que é o “maior presépio ao vivo da Europa”. A  17ª edição do Presépio ao Vivo de Priscos abre no dia 10 de dezembro, pelas 11 horas, e poderá ser visitada até 14 de janeiro. O pároco de Priscos, João Torres, não esconde o orgulho: não tanto pelas dimensões do presépio, mas sobretudo porque, ligado a ele, há o projeto “Mais Natal Priscos”, o qual, ao longo dos últimos oito anos, já apoiou cerca de 50 reclusos do Estabelecimento Prisional de Braga.

É com a colaboração de reclusos daquele estabelecimento prisional que, ao longo de todo o ano – no âmbito de um protocolo assinado entre a paróquia e a Direção geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), vão sendo construídos os mais de 90 cenários – com referência às culturas egípcia, judaica, romana, assíria, grega e babilónica – do imenso presépio que se estende por uma área de 30 hectares.

Os reclusos cumprem um horário de trabalho entre as 8h30 e as 17 horas, com intervalo de 60 minutos para almoço, e recebem renumeração mensal. Uma parte do vencimento, cerca de metade, fica retida numa conta para que os reclusos possam fazer “um pé-de-meia” que lhes será devolvido quando saírem em liberdade. “Nem todos têm suporte familiar que lhes garanta uma saída tranquila”, explica o padre João Torres, numa nota enviada à agência Ecclesia.

A refeição é feita “num espaço público”, no qual os presos convivem com pessoas da comunidade e nas suas deslocações utilizam os Transportes Urbanos de Braga (TUB), com o apoio da Câmara Municipal de Braga. Trata-se de uma  “inovação social dentro das experiências realizadas em Portugal”, sublinha o pároco.

O Presépio ao Vivo de Priscos é, assim, “uma esperança, talvez mesmo um sonho que começou a realizar-se, na vida de muitos reclusos”, dado que passam a ser “considerados não apenas pelo crime cometido, pelo qual estão a cumprir pena de prisão, mas também pela capacidade de fazer o bem”, destaca o também coordenador da Pastoral Penitenciária na Arquidiocese de Braga.

“Permitir que reclusos antes do fim da sua pena passem algum tempo na comunidade é um elemento vital para sua reintegração na sociedade. Pode ajudá-los a obter uma valiosa experiência de trabalho, obter qualificações ou aprender novas habilidades, não só técnicas, mas também sociais”, assinala ainda. Essa reabilitação, defende, “pode ser um fator-chave que determina se um recluso será integrado na sociedade após a pena de prisão”.

Para o padre João Torres, não restam dúvidas: “a melhor forma de evitar novas vítimas e de compensar tanto quanto possível aqueles que sofreram o crime é esforçarmo-nos por garantir que não haja mais crimes, que os infratores sejam devidamente atendidos, que assumam a responsabilidade pelos seus crimes, que peçam perdão e tentem indemnizar as vítimas e que, finalmente, a reconciliação seja possível”.

Os dias e horários em que será possível visitar o Presépio ao Vivo de Priscos e descobrir o resultado do trabalho destes reclusos podem ser consultados no site oficial da iniciativa.

 

“As estatísticas oficiais subestimam a magnitude da pobreza e exclusão em Portugal”, denuncia Cáritas

7MARGENS antecipa estudo

“As estatísticas oficiais subestimam a magnitude da pobreza e exclusão em Portugal”, denuncia Cáritas novidade

Ao basear-se em inquéritos junto das famílias, as estatísticas oficiais em Portugal não captam as situações daqueles que não vivem em residências habituais, como as pessoas em situação de sem-abrigo, por exemplo. E é por isso que “subestimam a magnitude da pobreza e exclusão em Portugal”, denuncia a Cáritas Portuguesa na introdução ao seu mais recente estudo, que será apresentado na próxima terça-feira, 27 de fevereiro, na Universidade Católica Portuguesa do Porto.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Breves

 

Ver teatro que “humaniza” e aprender a “salvar a natureza”? É no Seminário de Coimbra

Atividades abertas a todos

Ver teatro que “humaniza” e aprender a “salvar a natureza”? É no Seminário de Coimbra novidade

Empenhado em ser “um lugar onde a Cultura e a Espiritualidade dialogam com a cidade”, o Seminário de Coimbra acolhe, na próxima segunda-feira, 26, a atividade “Humanizar através do teatro – A Importância da Compaixão” (que inclui a representação de uma peça, mas vai muito além disso). Na terça-feira, dia 27, as portas do Seminário voltam a abrir-se para receber o biólogo e premiado fotógrafo de natureza Manuel Malva, que dará uma palestra sobre “Salvar a natureza”. 

Era uma vez na Alemanha

Era uma vez na Alemanha novidade

No sábado 3 de fevereiro, no centro de Berlim, um estudante judeu foi atacado por outro estudante da sua universidade, que o reconheceu num bar, o seguiu na rua, e o agrediu violentamente – mesmo quando já estava caído no chão. A vítima teve de ser operada para evitar uma hemorragia cerebral, e está no hospital com fracturas em vários ossos do rosto. Chama-se Lahav Shapira. [Texto de Helena Araújo]

Vitrais e escultura celebram videntes de Fátima na Igreja da Golpilheira

Inaugurados dia 25

Vitrais e escultura celebram videntes de Fátima na Igreja da Golpilheira novidade

A comunidade cristã da Golpilheira – inserida na paróquia da Batalha – vai estar em festa no próximo domingo, 25 de fevereiro, data em que serão inaugurados e benzidos os novos vitrais e esculturas dos três videntes de Fátima que passarão a ornamentar a sua igreja principal – a Igreja de Nossa Senhora de Fátima. As peças artísticas foram criadas por autores nacionais, sob a coordenação do diretor do Departamento do Património Cultural da Diocese de Leiria-Fátima, Marco Daniel Duarte.

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This