[Crónicas da Guiné – 4]

O milagre da multiplicação das salas em Bissau

| 8 Jan 2023

Parede em crintim: tudo começou assim, simples e fácil. Foto © José Alves Jana

Parede em crintim: tudo começou assim, simples e fácil. Foto © José Alves Jana

 

Era uma vez um jovem catequista de 18 anos. Deu-se conta de que uma boa parte das suas crianças não frequentavam a escola e quis saber porquê. A resposta foi fácil e simples: não havia lugar para elas. Era o ano de 1987 e a rede escolar deixada pelos portugueses em Bissau não dava resposta. Então, a solução apresentou-se também fácil e simples: se não há lugar na escola, cria-se uma escola, apenas uma sala para os alunos do 1º ao 4º anos, paredes apenas de crintim (canas de bambu ao alto tecidas com fibras de palmeira). E assim tudo começou: simples e fácil.

O que é mais difícil de perceber vem a seguir: 35 anos depois, a Cooperativa Escolar de S. José tem agora 62 salas para mais de 3.200 alunos, do jardim de infância ao 12º ano, com 183 profissionais (professores e outros funcionários), em três centros escolares: Mindará, Cuntum e Jericó, em Bissau.

Aquele jovem catequista, Raul Daniel da Silva, é o diretor da cooperativa. E não quer envolver-se em nenhum partido político nem quer comprar nenhum apartamento na Europa. “Se eu estou aqui, porque vou comprar apartamento na Europa? Se eu tiver dinheiro, vou construir no meu país.” Ninguém melhor que ele para nos ajudar a perceber alguma coisa deste mistério das suas opções, nesta entrevista feita em Bissau. 

 

Raul Daniel da Silva: “Não digo a ninguém que a escola é minha, ela resulta do esforço de toda a gente.” Foto © José Alves Jana

Raul Daniel da Silva: “Não digo a ninguém que a escola é minha, ela resulta do esforço de toda a gente.” Foto © José Alves Jana.

RAUL DANIEL DA SILVA – Eu era catequista de muitas crianças na paróquia de Santo António do Bandim [em Bissau] e descobri que muitos não iam à escola. Como eu tinha esta afetividade de trabalhar com as crianças, comecei a fazer pesquisas: porquê? Descobri que, na altura, o aparelho colonial deixado pelos portugueses quando abandonaram a Guiné-Bissau era insuficiente para receber todas as crianças em idade escolar. Então, recrutei colegas catequistas e construímos uma barraca, aqui, em Mindará, e vimos que as crianças vinham de toda a parte. Cada criança trazia de casa à cabeça um banquinho para se sentar e escrevia sobre as pernas. 

O bairro de onde vinham mais crianças era Cuntum, por isso fizemos a cooperativa, pensando que uma pessoa sozinha não é suficiente para fazer uma escola funcionar, é uma coisa social. Havia a mentalidade de chamar à escola o nome do fundador, mas eu nunca chamei à escola o nome do fundador, nem digo a ninguém que a escola é minha, ela resulta do esforço de toda a gente. Construímos aquela escola em Cuntum, que começou também em crintim. Depois fomos construindo, nós mesmos, o edifício em adobe e começámos a ter necessidade de fazer carteiras. 

 

À entrada de Jericó, em Bissau: “Queremos abraçar todas as crianças como S. José”. Foto © José Alves Jana

À entrada de Jericó, em Bissau: “Queremos abraçar todas as crianças como S. José”. Foto © José Alves Jana.

Em 1992, a Fundação João XXIII [de Portugal] deu algum dinheiro, veio um grupo de jovens que ajudaram a comprar materiais, cimento, chapas de zinco, cobrimos a construção e fizemos o pavimento. O bispo [de então] D. Settimio [Arturo Ferrazzetta, 1924-1999] também deu apoio em alguns materiais. E começámos a andar. À medida que os pais vão pagando a mensalidade, vamos gradualmente gastando o dinheiro na melhoria da escola. Em 2016, derrubámos essa escola e fizemos esta que temos neste momento [em Mindará], agora já com apoio do crédito bancário que negociámos. 

O nome S. José tem a ver com o facto de que, sendo religioso, não iria chamar-lhe um nome [vindo] da luta de libertação. Como S. José era a pessoa que tinha sempre uma criança e nós queremos abraçar todas as crianças como S. José, ficou assim. 

Fui sempre professor e gostei de ser, mas [há pouco] deixei de ser para atender às funções de direção e participo na formação dos professores. Eu não fui formado no ensino superior, em Portugal ou aqui. Fiz o 9º ano. E quando tinha aquela escola, com tantas crianças, eu não podia ir à escola e deixar as crianças sem direção. Tornei-me, então, um leitor e optei por contratar formadores, pedagogos, para vir dar formação aos professores e a mim mesmo, que estava também na escola. Foi assim que me fui aperfeiçoando. Com trinta e tal anos de serviço e para além de pesquisas que faço sobre grandes pedagogos, como Paulo Freire, Jean Piaget e outros, não me digam que não estou em condições.

 

Centro Escolar de Cuntum em reconstrução: “A razão de ser de uma cooperativa é ter a participação e as ideias de mais pessoas.” Foto © José Alves Jana

Centro Escolar de Cuntum em reconstrução: “A razão de ser de uma cooperativa é ter a participação e as ideias de mais pessoas.” Foto © José Alves Jana.


Porquê o modelo de cooperativa?

Naquele tempo as escolas tinham o nome dos donos, Escola de Paulo, Escola de Fonseca… Esta poderia ser Escola Raul Daniel da Silva, mas eu não sou dono das crianças, nem dos professores, nem dos funcionários que trabalham aqui. Então, cooperativa era uma forma de dizer ação coletiva com as leis das nossas [três] escolas a serem aprovadas por nós. Ainda hoje [Outubro 2022] reunimos a direção da escola com os pais e encarregados de educação e aprovámos o calendário para o ano letivo 2022-23. 

Não é só a ideia do Raul, é o resultado da opinião das várias pessoas. Esta é a razão de ser de uma cooperativa, para que tenha a participação e as ideias de mais pessoas. Nós, para termos um plano político-pedagógico, precisamos de levá-lo a uma assembleia. Através da cooperativa já temos uma assembleia, que denominamos Conselho Diretivo. Nele participam representantes dos alunos, dos pais e encarregados de educação, dos professores dos diferentes blocos [os três centros escolares] e convidados que nos possam ajudar no tema que nós vamos discutir. 

Como vê a Cooperativa Escolar de S. José no panorama escolar da Guiné-Bissau? 

Pessoalmente não posso nem quero julgar; as pessoas é que avaliam se estamos em primeiro, segundo ou terceiro lugar a nível da organização da escola. Mas o que ouço é que há sempre comparação entre S. José e o Liceu João XXIII, este da Diocese de Bissau. Há pessoas que colocam o Liceu, onde eu também estudei, acima de S. José, outras o contrário. A maioria? Só fazendo votos.

 

Manuais das escolas da Cooperativa: uma escola com autonomia, que respeita as regras do Estado e assume a inspiração religiosa. Foto © José Alves Jana

Manuais das escolas da Cooperativa: uma escola com autonomia, que respeita as regras do Estado e assume a inspiração religiosa. Foto © José Alves Jana.

No panorama oficial, o que representa este projeto? E qual a vossa relação com a Diocese?

Para fazer uma escola deste tipo tem de ter apoio do Governo, através do Ministério da Educação Nacional. Em 1991, o Governo aprovou um decreto em que diz bem claro que não está em condições de atender todas as crianças em idade escolar, pelo que dá licença a uma pessoa particular ou coletiva de criar uma escola, [definindo] as regras para o fazer. Por isso, temos licença, temos alvará e temos a inspeção. É uma escola particular, com um ensino validado pelo Estado, senão não teríamos certificado válido. 

 O Governo está com problemas [nas escolas oficiais] por causa do ataque dos sindicatos [de professores], que fazem sucessivas greves, o que fez quebrar o ritmo das escolas estatais. Tirando as escolas estatais, as escolas da Diocese posicionavam-se em segundo lugar, em termos de oferta: implantou escolas em quase todo o território nacional; onde há missão católica há escola – e saúde também. Nós fazemos parte da Comissão Diocesana do Ensino. Temos autonomia, mas, se queremos ser uma escola de inspiração religiosa, conforme a orientação da Diocese, temos de cumprir algumas regras. 

Por exemplo?

A Diocese introduziu uma disciplina, Iniciação à Vida, e nós somos obrigados a lecioná-la. Mas aqui dividimos as coisas: de segunda a sexta-feira, a escola é laica: temos aqui católicos, protestantes, muçulmanos, animistas, aqui não há diferença entre cor, religião, etnia, nada. Sábado e domingo, a escola é reservada para a catequese, vem uma grande quantidade de crianças para receber catequese.

 

Centro Escolar de Mindará: o trabalho da cooperativa envolve já 18 escolas comunitárias. Foto © José Alves Jana

Centro Escolar de Mindará: o trabalho da cooperativa envolve já 18 escolas comunitárias. Foto © José Alves Jana.


Como é que o Raul vê os 35 anos desta escola?

Eu era aquele jovem pobrezinho. Vendo as crianças sem escola, senti que necessitava de dar a minha contribuição. Começámos do zero. Dei o que pude. O nosso sonho era implantar a escola nas localidades em que não existem escolas públicas. Mas não temos meios financeiros para fazer isso. Então, o que estamos a fazer? Se formos fazer uma ronda às aldeias ou tabancas, vemos que há muitas sem escola. As crianças, para terem escola, são obrigadas a andar sete, oito, até 15 quilómetros, ida e volta, por dia. Algumas tabancas estão a organizar-se, constroem a sua escola comunitária e colocam lá pessoas que vieram aqui estudar, fizeram o 12º ano, ou 11º ou 9º ano, não têm condições de continuar a estudar, voltam para a tabanca e servem para ser professores, mas sem experiência pedagógica. 

Nós, na região de Oio [a mais próxima de Bissau], estamos a trabalhar já com 18 escolas comunitárias, dando formação e assistência técnico-pedagógica àqueles jovens e apoio à população para terem livros. Para fazermos este trabalho, temos de colocar combustível nos carros, temos de levar formadores, pagar-lhes e dar-lhes de comer para aguentarem todo o dia, e gastar alguns materiais de consumo. Não temos apoio financeiro para isso, retiramos do nosso orçamento. Há muitas solicitações de apoio de escolas comunitárias, mas não temos meios para alargar o nosso apoio a toda a gente. 

 

Educadora FM, a primeira rádio escolar do país. Foto © José Alves Jana

Educadora FM, a primeira rádio escolar do país. Foto © José Alves Jana.

Tudo corre bem?

Por vezes estas escolas comunitárias funcionam sem carteiras. Gostaríamos de apoiá-las também nisso. Em 1992, o Governo deu às ONG e outras entidades isenção [na importação de materiais para o seu trabalho]. Mas um despacho temporário suspendeu isso. Nós temos três contentores [vindos] da Fundação João XXIII com carteiras e algum material de saúde [para desalfandegar], desde Agosto, sem despacho de isenção. 

Na escola de Cuntum, vamos terminar a construção, queremos ver se conseguimos lá colocar educadores de infância e professores. E queremos começar a formação de educadores de infância e professores do ensino básico. As escolas de formação de professores já têm problemas, com greves sucessivas e professores que reclamam. Se não conseguirmos fazer essa formação, não vamos ter professores formados com boa capacidade de dar aulas. Mas isto ainda não começámos. 

Todos os anos, antes do início das aulas, temos OTP (Organização Técnico-Pedagógica) ou seja, um seminário de preparação dos professores. Além disso, uma vez em cada mês temos “comissões de estudo”: no primeiro sábado, fazemos uma primeira sessão coletiva e depois os professores de cada área vão partilhar o que vão dar naquele mês, os conteúdos têm de ser iguais. Nós produzimos os livros, que entregamos aos alunos e todos os alunos e professores da mesma disciplina ou área curricular dão o mesmo. Os livros são vendidos, mas os pais vão pagando de acordo com as suas possibilidades: ninguém fica sem livro por não poder pagar no momento. Este ano já lançámos o transporte escolar, para alunos e professores. E temos uma rádio escolar: temos dois jornalistas profissionais, o resto são todos alunos. Foi a primeira rádio escolar do país. Hoje já há outras, mas esta foi a primeira.

 

Centro Escolar de Jericó: “Decidir sozinho é uma ditadura, diálogo é outra coisa”. Foto © José Alves Jana

Centro Escolar de Jericó: “Decidir sozinho é uma ditadura, diálogo é outra coisa”. Foto © José Alves Jana.


Qual é o papel da associação de pais?

Quando há qualquer programa que pretendemos aprovar, temos de chamar o Conselho Directivo [ou assembleia de escolas], de que a associação faz parte. Se, por exemplo, precisamos de aumentar as mensalidades, temos de dialogar com a associação de pais, explicar os motivos do aumento e eles explicam aos outros pais, para não serem surpreendidos. Depois, numa “mesa”, aprovamos. Decidir sozinho é uma ditadura, diálogo é outra coisa.

Onde é que o Raul aprendeu a trabalhar assim?

Graças a Deus, sou sempre a pessoa que está à frente da organização. Na paróquia fui fundador do grupo de adolescentes, o primeiro da Diocese de Bissau. Fui o fundador da primeira cooperativa escolar da Guiné-Bissau. Agora há muitas, mas esta foi a primeira. Mas nós não somos donos de nós mesmos e sozinhos não somos nada. O Senhor, que me deu a vida, é que preparou tudo, Ele é que sabe que missão tenho neste mundo e me orienta. Este trabalho tem a ver com a minha natureza de partilhar com os outros aquilo que eu tenho. É isso que me dá força para trabalhar. Além disso, ver pessoas, como as da Fundação XXIII, que dão de si, pagam o avião e vêm de Portugal apoiar-nos, isso dá-me força. 

 

Sala de aulas da Cooperativa Escolar São José, em Bissau: “Lutar para evitar que a nossa juventude tenha de ir estudar para fora do país.” Foto © José Alves Jana

Sala de aulas da Cooperativa Escolar São José, em Bissau: “Lutar para evitar que a nossa juventude tenha de ir estudar para fora do país.” Foto © José Alves Jana.


Daqui a dez anos, se tudo correr bem…

(Sorri) Nós temos sempre o projeto para fazer evoluir, não é? Eu estou com uma preocupação. Se o dinheiro viesse, eu seria uma das pessoas que ia lutar para evitar que a nossa juventude tivesse de ir estudar para fora do país. Todos os jovens sonham ir estudar para fora do país, para Portugal e não só. Como é que podemos evitar Isso? Temos de ter aqui universidades capazes de responder às necessidades dos jovens, capazes de lhes inspirar confiança, que tenham um ensino de qualidade e [façam com que] os nossos jovens saiam preparados para o mercado de trabalho igual ao Senegal, a Marrocos, a Portugal. A nossa juventude, neste momento, não tem confiança nenhuma nas universidades do país. Todos aspiram a ter bolsa de estudo para sair do país, e alguns saem sem preparação. Muitas crianças que saem aqui de S. José estão a estudar no Brasil, em Marrocos, na Turquia, em Dacar [Senegal]… Este é o meu sonho. Se se concretiza ou não, só Deus sabe.

Quem tem uma folha de serviços como esta não pode passar despercebido.

Já vieram aqui pessoas de partidos políticos querendo levar-me como filiado. Não, eu quero trabalhar na Guiné-Bissau como cidadão, que ama este país e quer ver este país avançar. Não é preciso ser “político” para fazer alguma coisa pelo meu país. No dia de eleições, eu vou saber em quem votar porque estudei os programas. Esta política de ir buscar votos, depois carros bonitos, avião, comprar casa na Europa. Quantas pessoas me disseram “Porque não compras apartamento na Europa?”. Mas se eu estou aqui, porque vou comprar apartamento na Europa? Se eu tiver dinheiro, vou construir no meu país. Por isso é que este país está como está. Temos uma central elétrica que às vezes dá luz e às vezes não dá, continuamos a ter as estradas cheias de buracos e eu até pago imposto para o Fundo Rodoviário de todos os carros que temos aqui, mas são obrigados a andar nos buracos. Onde é que os políticos põem esse dinheiro? Então, tem de haver outra geração que faz a gestão do dinheiro. É essa geração que estamos a formar aqui em S. José, com uma nova mentalidade, com consciência da cidadania.

José Alves Jana é doutorado em filosofia, professor aposentado, voluntário e dirigente associativo. Contacto: jalvesjana@gmail.com

 

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