Mingyur Rinpoche em Portugal

O monge budista que alia a ciência e a meditação – e é feliz

| 27 Jul 2022

Yongey Mingyur Rinpoche, um dos mestres do budismo tibetano, vem a Leiria e Lisboa. Foto: Direitos reservados.

Yongey Mingyur Rinpoche, um dos mestres do budismo tibetano, vem a Leiria e Lisboa. Foto: Direitos reservados.

 

Uma conferência em Leiria (esta quinta-feira, 28, às 18h) e outra em Lisboa (dia 1 de Agosto, 19h), um retiro fechado e uma cerimónia para quem queira iniciar-se na via do Buda serão os actos principais da estadia em Portugal de Yongey Mingyur Rinpoche, um dos mestres do budismo tibetano e autor de A Alegria de Viver (ed. Temas e Debates/Círculo de Leitores). 

Rimpoche (na realidade, um título tibetano que significa aproximadamente “precioso”, um mestre de espiritualidade) nasceu em 1975, em Nubri (Nepal) e é considerado um dos grandes mestres do budismo tibetano formados fora do Tibete. Desde há anos que tem manifestado muito interesse pela investigação científica acerca dos efeitos da meditação. “Houve pouco desacordo entre os budistas e os cientistas modernos quanto ao facto de o estado de espírito de uma pessoa ter alguns efeitos sobre o corpo”, escreve ele, no livro citado (há uma outra obra de Rimpoche publicada em Portugal pela mesma editora, Amar o Mundo – A Viagem de um monge pelos bardos da vida e da morte, em que ele conta a sua experiência de quase “morte”, quando passou quatro anos num retiro errante, vivendo como mendigo).

Yongey Mingyur Rinpoche é um monge budista que alia a ciência e a meditação. Foto: Direitos reservados.

Yongey Mingyur Rinpoche é um monge budista que alia a ciência e a meditação. Foto: Direitos reservados.

Recentemente, há cientistas que começaram a “olhar mais de perto para a anatomia e fisionomia de seres humanos felizes e saudáveis”, diz Yongey Mingyur n’A Alegria de Viver. “Nestes últimos anos, vários projectos mostraram vínculos muito fortes entre estados mentais positivos e uma redução do risco ou da intensidade de diversas doenças físicas”, acrescenta, citando vários estudos nesse âmbito. 

“Explicações objectivas da eficácia da formação budista” também estão a ser estabelecidas por outros cientistas, escreve Rimpoche, que tem aliado a sua prática de meditação à investigação dos neurocientistas do Laboratório Waisman de Imagiologia Cerebral e Comportamento. A meditação, defende o monge budista, pode aumentar a actividade das zonas do cérebro que normalmente se associam à felicidade e à compaixão. 

Daniel Goleman, autor de Inteligência Emocional, considera, no prefácio do livro já referido, que as investigações que estão a ser feitas podem vir a mostrar que a meditação, praticada durante anos, “pode melhorar a capacidade humana de alterar positivamente a actividade cerebral numa medida nunca sonhada pela neurociência cognitiva moderna”. 

Na conferência desta quinta-feira em Leiria (Teatro Miguel Franco, em inglês e com tradução simultânea), sobre meditação e alegria de viver, Rinpoche partilhará “conselhos práticos sobre como usar a meditação para cultivar consciência, compaixão e sabedoria”.  

A conferência de Lisboa, no auditório da Faculdade de Medicina Dentária, da Universidade de Lisboa, será uma introdução ao budismo Vajrayana, com o título “Tu és Buda agora mesmo”.

No sábado (19h-22h), também na Faculdade de Medicina Dentária, e inserida no retiro que vai orientar, Rimpoche presidirá a uma cerimónia “de tomada de refúgio” para todos os que queiram iniciar-se na via do Buda. 

Mingyur Rinpoche começou a estudar meditação com o seu pai, Tulku Urgyen Rinpoche, ele próprio um respeitado professor budista, que contactava acom muitos cientistas – o que levou o filho a interessar-se pelo tema. 

Líder da Comunidade de Meditação Tergar, Mingyur Rinpoche tem dirigido conferências e cursos um pouco por todo o mundo. Já por três vezes o monge e mestre budista tinha estado em Portugal, como se recorda no programa A Fé dos Homens, da RTP.

 

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