
Vitor Feytor Pinto © Ecclesia/MC
O padre Vítor Feytor Pinto “foi um exemplo magnífico” das propostas do Concílio Vaticano II no sentido de uma relação “muito activa Igreja-mundo, em que as comunidades cristãs longe de estarem fechadas sobre si próprias se transformam como lugar de encontro e proposta para a sociedade envolvente através dos seus membros, padres ou leigos”, disse nesta quinta-feira o patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, aos jornalistas, por ocasião do funeral do antigo pároco do Campo Grande.
“Não conheço ninguém que durante tanto tempo, em tantas fronteiras e com tanta expansão representasse esta fantástica mensagem do Concílio Vaticano II”, disse o patriarca, na homilia da celebração, citado pela Ecclesia, referindo-se ainda a Feytor Pinto, que morreu na véspera.
O padre Vítor “não punha restrições nenhumas nos seus contactos, nas suas amizades”, acrescentou o cardeal.
Na missa do funeral esteve presente o Presidente da República, que destacou o papel de Feytor Pinto na “viragem da Igreja do passado para a nova mensagem do Vaticano II” e na “mudança da sociedade portuguesa”.
José Manuel Pureza, deputado do Bloco de Esquerda e vice-presidente da Assembleia da República, afirmou também aos jornalistas que “o padre Vítor Feytor Pinto foi alguém que marcou com o seu testemunho de vida, de palavra, de acção, um modo de a Igreja estar no mundo, marcado pela abertura, pelo espírito de tolerância, pelo acolhimento das diferenças”.









