O quarto de brinquedos que é espelho do mundo

| 26 Set 19 | Artes, Cinema, televisão e média, Cultura e artes, Cultura e artes - homepage, Últimas

24 anos depois, quando parecia que estava ‘tudo dito’, eis um filme que “chuta para canto a quase totalidade dos filmes ditos para adultos que Hollywood quer fazer passar como cinema hoje em dia.” (Jorge Mourinha)

Desta vez, para além de todos os ‘antigos’, aparece um genial Forky, que se recusa a ser brinquedo, e o xerife Woody vai passar das suas para conseguir que ele se integre no grupo. E é nesta ‘luta’ para não deixar que Forky, o novo brinquedo favorito de Bonnie, fuja, que Woody vai reencontrar a sua antiga paixão: Bo Peep, que vive agora num parque de diversões como um brinquedo perdido. É aí que vai passar-se uma grande parte das aventuras. Aí e numa loja de antiguidades onde aparecem ‘os maus da fita’: Gabby Gabby, uma boneca estragada, que nunca saiu da caixa e que luta pela sua oportunidade de ser amada, e os seus assustadores guarda-costas.

Mas Toy Story/4 é uma metáfora da Humanidade que vale a pena ver devagar. Foram vários os críticos que não tiveram pudor em enunciar todas as lições de vida que tinham aprendido com este(s) filme(s). Um filme pode sempre ser olhado de vários ângulos e perspectivas. E cada um dos brinquedos encerra medos e virtudes, sonhos e pesadelos como qualquer humano. Talvez pudéssemos aprender alguma coisa com eles. É só uma questão de não ter medo de chorar.

Eis então algumas das lições que ‘pirateei’:

Não julgar pelas aparências: cada brinquedo é sempre mais do que aquilo que parece e esconde sempre uma história que é bom conhecer.

A união torna-nos mais fortes: é dando as mãos e cooperando, cada um com as suas habilidades, que se vencem as adversidades.

É sempre uma questão de ponto de vista: o que importa é ter consciência do nosso e aprender com o dos outros.

É mesmo importante esquecer os rótulos: o decisivo é descobrir o que está dentro.

Todos devem ter uma segunda oportunidade: o melhor é não deitar fora à primeira.

Temos de enfrentar os nossos medos, que nos paralisam: só assim chegaremos mais longe.

É fundamental aceitar que mudámos, que as coisas mudam e não ter medo disso: novas aventuras se seguirão.

Toy Story/4 faz-nos descobrir o que fazem os brinquedos na nossa ausência, quando não estamos a brincar com eles. E o que é que descobrimos? Mais algumas lições: a rivalidade que, afinal, é uma força que nos faz ir mais longe; a ambição que nos faz sonhar e planear coisas e subir mais alto; a fidelidade que continua a ser um valor; a amizade que atravessa todo(s) o(s) filme(s) e é um tesouro que nos guarda a vida.

Toy Story/4 está portanto muito longe de ser ‘apenas um filme de bonecos’. Creio que é uma história de redenção.

Toy Story 4, de Josh Cooley; Animação/Comédia, M/3, EUA, 2019.

 

Manuel Mendes é padre católico e pároco de Esmoriz (Ovar); o texto foi inicialmente publicado na revista Mensageiro de Santo António, de Setembro de 2019.

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Dez
10
Ter
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Dez 10@17:30_18:30

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Dez
11
Qua
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Dez
14
Sáb
3º Concerto de Natal da Academia de Música de Santa Cecília @ Basílica do Palácio Nacional de Mafra
Dez 14@21:00_22:30

Entrada gratuita mediante o levantamento de bilhetes nos Postos de Turismo de Mafra e Ericeira

 

A Academia de Música de Santa Cecília, escola de ensino integrado de música, apresenta o seu terceiro concerto de Natal nos dias 14 e 15 de Dezembro, no Palácio Nacional de Mafra, classificado recentemente como Património Cultural Mundial da UNESCO.

Neste concerto participa um coro constituído por 250 crianças e jovens dos 10 aos 17 anos e uma orquestra de cordas de alunos da escola, a soprano Ana Paula Russo e ainda o conjunto, único no mundo, dos seis órgãos da Basílica de Mafra.

No programa estão representados vários compositores nacionais e estrangeiros, destacando-se a obra “Seus braços dão Vida ao mundo”, sobre um poema de José Régio, da autoria da jovem Francisca Pizarro, aluna finalista do Curso Secundário de Composição da Academia de Música de Santa Cecília.

O concerto assume especial importância não apenas pela singularidade do conjunto dos seis órgãos do Palácio Nacional de Mafra mas também pela dimensão do número de jovens músicos envolvidos.

A relevância do concerto manifestou-se em edições anteriores (2016 e 2017), pela sua transmissão integral na RTP2, tendo o concerto de Natal de 2017 sido difundido em directo para a União Europeia de Rádio. O concerto tem o patrocínio da Câmara Municipal de Mafra.

Programa do concerto

Arr. Carlos Garcia (1983)
Ó Pastores, Pastorinhos (tradicional de Alferrarede)

Francisca Pizzaro (2001)
Seus braços dão Vida ao mundo (sobre um poema de José Régio), obra em estreia absoluta, encomendada para a ocasião; Francisca Pizarro é aluna do curso secundário de Composição da AMSC

Arr. Fernando Lopes-Graça (1906-1994)
O Menino nas Palhas (tradicional da Beira Baixa)

Eurico Carrapatoso (1962)
Dece do Ceo (sobre um poema de Luís de Camões)

Arr. Carlos Garcia
Gloria in excelsis Deo (tradicional francesa) *

Franz Xaver Gruber (1787-1863) Arr. Carlos Garcia
Stille Nacht

Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791)
Alleluia, do moteto Exsultate, jubilate

Tradicional francesa
Quand Dieu naquit à Noël

Louis-Claude Daquin (1694-1772)
Noël X

Arr. Malcolm Sargent (1895-1967)
Zither Carol (tradicional da República Checa)

Tradicional do País de Gales
Deck the Halls

John Henry Hopkins Jr. (1820-1891); Arr. Martin Neary (1940)
We three Kings

Arr. Mack Wilberg (1955)
Ding! Dong! Merrily on High (tradicional francesa)

Arr. David Willcocks (1919-2015)
Adeste Fideles (tradicional), com a participação do público.

CANTORES E MÚSICOS
Ana Paula Russo, soprano

Ensemble Vocal da AMSC
Coro do 2º Ciclo da AMSC
Coros do 3º Ciclo e Secundário da AMSC

Orquestra de Cordas da AMSC
Pedro Martins, percussão

Rui Paiva, órgão da Epístola
Flávia Almeida Castro, órgão do Evangelho
Carlos Garcia, órgão de S. Pedro d’Alcântara
João Valério (aluno da AMSC), órgão do Sacramento Liliana Silva, órgão da Conceição
Afonso Dias (ex-aluno da AMSC), órgão de Sta. Bárbara

Carlos Silva, direcção da orquestra

António Gonçalves, direcção

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