Natal, criação e beleza (20)

O que deixo aos meus amigos

| 26 Dez 2021

Décima foto da autoria de Elisa Costa Pinto, professora de Português e Literatura Portuguesa no secundário, que tem desenvolvido projectos de promoção da leitura, acompanhada de poema por ela escolhido.

Foto © Elisa Costa Pinto

 

Eu lego aos meus amigos

Um azul cerúleo para voar alto.
Um azul cobalto para a felicidade.
Um azul ultramarino para estimular o espírito.
Um vermelhão para o sangue circular alegremente.
Um verde musgo para apaziguar os nervos.
Um amarelo ouro: riqueza.
Um violeta cobalto para o sonho.
Um garança para deixar ouvir o violoncelo.
Um amarelo barife: ficção científica e brilho; resplendor.
Um ocre amarelo para aceitar a terra.
Um verde veronese para a memória da primavera.
Um anil para poder afinar o espírito com a tempestade.
Um laranja para exercitar a visão de um limoeiro ao longe.
Um amarelo limão para o encanto.
Um branco puro: pureza.
Terra de siena natural: a transmutação do ouro.
Um preto sumptuoso para ver Ticiano.
Um terra de sombra natural para aceitar melhor a melancolia negra.
Um terra de siena queimada para o sentimento de duração.

 

[Maria Helena Vieira da Silva, texto encontrado nos papéis da pintora, depois da sua morte]

 

Os confins da fenomenologia

Emmanuel Falque na Universidade de Coimbra novidade

Reflectir sobre os confins da fenomenologia a partir do projecto filosófico de Emmanuel Falque é o propósito da Jornada Internacional de Estudos Filosóficos, “O im-pensável: Nos confins da fenomenalidade”, que decorrerá quinta-feira, dia 26 de Maio, na Universidade de Coimbra (FLUC – Sala Vítor Matos), das 14.00 às 19.00. O filósofo francês intervirá no encerramento da iniciativa.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

“A grande substituição”

[Os dias da semana]

“A grande substituição” novidade

Outras teorias da conspiração não têm um balanço igualmente inócuo para apresentar. Uma delas defende que estamos perante uma “grande substituição”; não ornitológica, mas humana. No Ocidente, sustentam, a raça branca, cristã, está a ser substituída por asiáticos, hispânicos, negros ou muçulmanos e judeus. A ideia é velha.

Humanizar não é isolar

Humanizar não é isolar novidade

É incontestável que as circunstâncias de vida das pessoas são as mais diversas e, em algumas situações, assumem contornos improváveis e, muitas vezes, indesejáveis. À medida que se instalam limitações resultantes ou não de envelhecimento, alguns têm de habitar residências sénior, lares de idosos, casas de repouso,…

Agenda

Fale connosco

Pin It on Pinterest

Share This