Inquérito online

O que preocupa as crianças e jovens em Portugal? A UNICEF quer saber

| 24 Out 2023

Cartaz da iniciativa Tenho voto na matéria 2023, UNICEF Portugal

As respostas a esta consulta pública podem ser dadas até ao dia 3 de novembro, no site da UNICEF Portugal.

 

Porque “todas as crianças têm direito a ser ouvidas quando os adultos tomam decisões que as afetam e de ver as suas opiniões tidas em consideração”, a UNICEF Portugal leva a cabo, pela segunda vez, a iniciativa “Tenho voto na matéria”. Trata-se de uma consulta pública dirigida a crianças e jovens de todo o país, com idades compreendidas entre os 10 e os 17 anos, para que estes expressem o que mais os preocupa e proponham soluções para tornar as comunidades em que vivem “mais seguras e sustentáveis”.

Esta consulta é feita através de um inquérito já disponível online, preparado para que as crianças possam responder de forma autónoma e anónima (e que demora cerca de três minutos a ser preenchido). A UNICEF disponibiliza também um guia que os professores podem utilizar em sala de aula para apoiar a dinamização do inquérito e, simultaneamente, aprofundar com os alunos o exercício da participação e os direitos da criança.

“Quando os adultos tomam decisões sobre a tua comunidade, ouvem a tua opinião?”, Quais são os maiores problemas que a tua geração enfrenta?”, ou “Se fosses Presidente da Câmara Municipal ou da Junta de Freguesia, qual era a primeira coisa que farias?”  são algumas das questões incluídas no inquérito, construído pela UNICEF Portugal em colaboração com o Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa.

Na primeira edição da iniciativa, realizada em 2021, mais de dez mil crianças e jovens portugueses participaram, partilhando as suas ideias, preocupações e propostas. A saúde mental, a discriminação e a internet e as redes sociais foram, nessa altura, identificadas como as principais preocupações das gerações mais novas.

A grande maioria das crianças e dos jovens que responderam então ao inquérito (76%) afirmou não se sentir envolvida nas decisões sobre o lugar onde vive. Nos casos em que foram chamados a dar a sua opinião, a maior parte deles (80%) disse sentir que as suas opiniões ou sugestões nunca ou raramente tiveram consequência ou impacto nas decisões finais.

 

Ouvidos na Assembleia da República e em Bruxelas

Um dos objetivos da iniciativa era, precisamente, após auscultar as crianças e jovens, interpelar os decisores políticos a comprometer-se com ações concretas para promover e defender os seus direitos nos respetivos territórios. Assim, na sequência da primeira consulta pública, em dezembro de 2022, crianças e jovens do Grupo Consultivo da UNICEF Portugal foram recebidos em audiência na Assembleia da República pelos Deputados da Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, como representantes das milhares de crianças que participaram na consulta pública “Tenho Voto na Matéria” em 2021.

Já em junho deste ano, um dos elementos deste grupo consultivo teve a oportunidade de representar Portugal em Bruxelas, participando, juntamente com 65 crianças e jovens de toda a Europa, na primeira assembleia da Children’s Participation Platform da União Europeia.

Iniciativa Tenho voto na matéria 2021, crianças e jovens do Grupo Consultivo da UNICEF Portugal foram recebidos em audiência na Assembleia da República pelos Deputados da Comissão Parlamentar

Na sequência da primeira consulta pública, em dezembro de 2022, crianças e jovens do Grupo Consultivo da UNICEF Portugal foram recebidos em audiência na Assembleia da República. Foto © UNICEF Portugal.

 

O objetivo mantém-se. “A participação democrática, especialmente relevante quando falamos de crianças e jovens, implica assegurar a sua efetiva participação e envolvimento nas decisões que afetam as suas vidas. O que pretendemos com esta iniciativa é proporcionar o espaço para expressarem as suas opiniões e ideias. É responsabilidade de todos nós e em particular dos decisores políticos, ouvir as crianças e desenhar políticas que considerem também as suas perspectivas, de forma regular, consistente e permanente”, diz, em comunicado, Beatriz Imperatori, diretora executiva da UNICEF Portugal.

As respostas à nova consulta podem ser dadas até ao dia 3 de novembro, em www.unicef.pt/tenhovotonamateria.

 

Por um mundo que acolha as pessoas refugiadas

Dia Mundial do Refugiado

Por um mundo que acolha as pessoas refugiadas novidade

Dia 20 de Junho é dia de homenagearmos todos aqueles e aquelas que, através do mundo, se veem obrigados e obrigadas a fugirem do seu lar, a suspenderem a vida e a interromperem os seus sonhos no lugar que é o seu. Este é o dia de homenagearmos a força e a coragem desses homens e mulheres – tantos jovens e crianças, meu Deus! – que arriscam a vida na procura de um lugar que os acolha.

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Reunião do Conselho dos Cardeais com o Papa voltou a contar com três mulheres

Uma religiosa e duas leigas

Reunião do Conselho dos Cardeais com o Papa voltou a contar com três mulheres novidade

Pela quarta vez consecutiva, o papel das mulheres na Igreja voltou a estar no centro dos trabalhos do Papa e do seu Conselho de Cardeais – conhecido como C9 -, que se reuniu no Vaticano nos últimos dois dias, 17 e 18 de junho. Tratou-se de uma reflexão não apenas sobre as mulheres, mas com as mulheres, dado que – tal como nas reuniões anteriores – estiveram presentes três elementos femininos naquele que habitualmente era um encontro reservado aos prelados.

Liga Operária Católica apela aos trabalhadores que se sindicalizem

Reunida em Seminário Internacional

Liga Operária Católica apela aos trabalhadores que se sindicalizem novidade

“Precisamos que os sindicatos sejam mais fortes e tenham mais força nas negociações e apelamos a todos os os trabalhadores a unirem-se em volta das suas associações”. A afirmação é dos representantes da Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC), que estiveram reunidos no passado fim de semana no Museu da Central do Caldeirão, em Santarém, para o seu Seminário Internacional.

Escravatura e racismo: faces da mesma moeda

Escravatura e racismo: faces da mesma moeda novidade

Nos últimos tempos muito se tem falado e escrito sobre escravatura e racismo no nosso país. Temas que nos tocam e que fazem parte da nossa história os quais não podemos esconder. Não assumir esta dupla realidade, é esconder partes importantes da nossa identidade. Sim, praticámos a escravatura ao longo de muitos séculos, e continuamos a fechar os olhos a situações de exploração de pessoas imigradas, a lembrar tempos de servidão.[Texto de Florentino Beirão]

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This