Os co-presidentes da organização católica Justiça e Paz Europa acabam de publicar uma declaração a expressar “profunda solidariedade com o povo da Gronelândia” e a lembrar que esta “não é apenas um território estratégico, mas a pátria de um povo com uma cultura e uma língua distintas e uma profunda relação com a sua terra e com a Criação, que deve ser respeitada e protegida”.
Para o arcebispo francês Antoine Hérouard e para Maria Hammershoy – que além de co-presidente da Justiça e Paz Europa é secretária-geral da Cáritas Dinamarca – não restam dúvidas de que “todos os povos possuem uma dignidade inerente e o direito de moldar o seu futuro com liberdade e responsabilidade”.
Assim, face a um momento marcado na região “pelas alterações climáticas e por crescentes interesses geopolíticos e desafios sociais”, os responsáveis católicos apelam a “todos os agentes de boa vontade” para que “se unam ao povo da Gronelândia, protejam a sua dignidade, salvaguardem a Criação e promovam caminhos pacíficos e justos para um futuro marcado pela esperança, segurança e harmonia”.
Citando a mensagem do Papa Leão XIV para o Dia Mundial da Paz 2026, os co-presidentes da Justiça e Paz Europa, pedem uma paz “desarmada e desarmante”, uma paz “que rejeita a dominação e o medo e, em vez disso, promove a confiança, o diálogo e o respeito pela dignidade humana”. E unem-se às mensagens expressas pelos líderes cristãos da Gronelândia [ver 7MARGENS], “nos seus apelos ao respeito pelos direitos inalienáveis do povo”.
“As decisões que afetam a Gronelândia devem, portanto, ser guiadas pela participação significativa, pelo diálogo e pela primazia do bem comum”, concluem.










