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marcha climática na COP24, Polônia, 2018. Crédito CIDSE

No Dia Mundial da Justiça Social

Organizações católicas pedem “não apenas reflexão, mas ação imediata” pela justiça global

| 20/02/2025

“Agora é o momento para ações concretas e corajosas” na luta contra a desigualdade e a pobreza, apelam os diretores das instituições que integram a CIDSE (rede de organizações católicas pela justiça global). Numa declaração publicada esta quinta-feira, 20 de fevereiro, em que se assinala o Dia Mundial da Justiça Social, os signatários do documento pedem aos líderes políticos – especialmente do Norte Global – “não apenas reflexão, mas uma ação imediata”.

Entre as medidas concretas exigidas pelos diretores da CIDSE, inclui-se a implementação do Acordo de Paris “com compromissos nacionais mais fortes, para evitar impactos climáticos mais severos”, o alívio da dívida dos países mais vulneráveis “libertando-os da exploração financeira e permitindo-lhes construir um futuro sustentável”, e o aumento da ajuda ao desenvolvimento “para apoiar a adaptação às alterações climáticas e a erradicação da pobreza no Sul Global”.

Na perspetiva das 20 organizações que subscrevem esta declaração – entre as quais se inclui a portuguesa FEC – Fundação Fé e Cooperação – “este ano representa um momento decisivo para os esforços coletivos perante crises globais interligadas”, com o aniversário da encíclica Laudato Si’ e eventos globais fundamentais, como a conferência climática da ONU no Brasil, a apelar também à ação.

Reconhecendo que “a CIDSE tem um papel único a desempenhar” e lembrando que a rede está a celebrar os seus 60 anos, os subscritores desta missiva comprometem-se a fazer também a sua parte nesse esforço coletivo. “Através da nossa rede global de organizações e comunidades, temos a capacidade de nos conectar com movimentos locais e decisores políticos, amplificando vozes silenciadas e garantindo que as lutas dos mais vulneráveis sejam traduzidas em ações concretas por parte da comunidade global”, escrevem os diretores de organizações católicas em vinte países diferentes.

“Avancemos com determinação para garantir justiça, paz e o cuidado da nossa Casa Comum, tanto para a geração presente, como para as futuras”, concluem.

(Imagem de destaque: Marcha climática na COP24, Polónia, 2018. © CIDSE )

 

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