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Ecologia

Organizações católicas pelo clima assumem novo nome, “Movimento Laudato Si”

 

O Movimento Católico Global pelo Clima, nascido em 2015, anunciou neste domingo, 1 de agosto, a mudança de nome para “Movimento Laudato Si’”, assumindo-se a inspiração na encíclica ecológica e social do Papa Francisco. A iniciativa congrega mais de 750 organizações e milhares de “animadores Laudato Si’” dos cinco continentes.

A mudança de nome aconteceu após um “processo de discernimento” iniciado em 2020 sobre a identidade, missão, nome e estruturas do movimento.

A nova declaração de missão propõe “inspirar e mobilizar a comunidade católica para cuidar da casa comum e alcançar a justiça climática e ecológica”. “Sentimos que Movimento Católico Global pelo Clima já não representava o que estávamos realmente a fazer. Desde praticamente o seu início, o Movimento desenvolveu as suas atividades a partir da visão integral da Laudato Si, muito mais ampla do que a crise climática”, disse Tomás Insua, diretor-executivo e um dos co-fundadores do movimento.

Um lista de 25 nomes possíveis foi submetida à consulta e votação de centenas de membros do movimento, cardeais e outros líderes eclesiais. “Enviamos ao Papa uma carta explicando o processo sinodal que tínhamos seguido e pedindo a sua bênção para mudar de nome. A resposta do Papa, em forma de mensagem escrita, veio providencialmente na véspera de Pentecostes, durante a Semana Laudato Si’ deste ano”, referiu Yeb Saño, vice-presidente do movimento, com sede nas Filipinas.

Além da mudança de nome, as organizações assumiram uma nova declaração de identidade, apresentando-se como um movimento de “base”, que procura trabalhar “em sinodalidade e comunhão com a Igreja universal por um caminho de conversão ecológica”.

Entre os signatários da declaração está o português Pedro Duarte Silva, da Conferência Internacional Católica do Escutismo. Em Portugal, uma análise ao trabalho das dioceses e movimentos na aplicação da encíclica ecológica do Papa foi feita pelo 7MARGENS e pela Família Cristã, tendo detetado as principais lacunas e apontado alguns dos caminhos, num trabalho que mereceu inclusive o apoio do Vaticano.

 

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