Carta ao Presidente

Organizações cristãs pedem fim da violência na Colômbia

| 20 Mai 21

Manifestação pela paz na Colômbia: a actual vaga de protestos dura há três semanas e as organizações cristãs pedem o fim do uso desproporcionado da força pelas forças de segurança. Foto © Marcelo Schneider/WCC.

 

Oito organizações cristãs internacionais, entre as quais o Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e o Conselho Episcopal Latinoamericano (Celam), escreveram ao Presidente da Colômbia, Iván Duque Márquez, a apelar ao fim da espiral de violência que se vive no país. Após três semanas de protestos nas ruas, a situação já provocou a morte de mais de 40 pessoas, o desaparecimento de centenas de outros e ferimentos em milhares.

“Embora reconheçamos que o Governo enfrenta uma situação muito complexa, acreditamos que o foco não deve agora ser reprimir os protestos populares”, lê-se na carta, citada no portal do Conselho Mundial de Igrejas.

Antes, acrescenta o texto, devem ser ouvidas as “vozes do povo com empatia e sem recorrer à violência, e começar a abordar seriamente as causas profundas da mobilização maciça do povo colombiano”.

Os signatários afirmam ainda: “Acreditamos que, como chefe de governo, pedirá às autoridades colombianas que se lembrem e cumpram a sua responsabilidade principal, que é a protecção do povo colombiano.”

Esta vaga de protestos foi desencadeada por proposta de reforma fiscal apresentada pelo Governo. “Rezamos para que se oponha e rejeite os apelos a mais violência e maior uso da força contra os manifestantes”, pede a carta.

As organizações subscritoras do documento acrescentam que continuarão a acompanhar de perto e com grande preocupação a situação no país, rezando por uma resolução justa e pacífica para esta crise. E reafirmam também o seu empenho no apoio ao diálogo entre as diferentes partes interessadas como o único caminho para uma tal resolução.

O fim imediato do “uso desproporcionado da força pelas forças de segurança e a necessidade de reformas para assegurar que o papel do Estado e das forças de segurança seja um dos garantes dos direitos constitucionais” é um dos apelos feitos pelas organizações internacionais no documento, que pode ser lido na íntegra (em espanhol) no portal do CMI.

Na carta, as organizações pedem ainda a “criação de espaços seguros e transparentes de diálogo e negociação com diversos sectores da sociedade, dando prioridade às vozes locais, de preferência com a presença de observadores, tais como as organizações religiosas, que podem fornecer um elemento de imparcialidade”.

Além do CMI, que reúne cerca de 350 igrejas protestantes e ortodoxas e do Celam (assembleia de todos os bispos católicos latino-americanos), a carta é assinada também pela Federação Luterana Mundial, Comunhão Mundial de Igrejas Reformadas, Comunhão Anglicana, Conselho Metodista Mundial, ACT Aliança e Associação Mundial para a Comunicação Cristã.

 

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