
Os direitos das crianças darão o mote para as próximas atividades no LU.CA – Teatro Luís de Camões. Pormenor de ilustração de Emma Andreetti/Oficina Fritta.
O LU.CA – Teatro Luís de Camões é um teatro para crianças, mas não é por isso que, a partir deste sábado, 14 de outubro, e ao longo de um mês e meio, vai acolher um ciclo dedicado aos direitos delas, com inúmeros espetáculos, oficinas, cinema, leituras, e ainda uma exposição. Ou melhor… não é só por isso.
É que “ao fim destes 34 anos de vida da Convenção sobre os Direitos das Crianças e 5 anos de vida de LU.CA, há perguntas que se colocam à luz do tempo de hoje”, explica Susana Menezes, diretora artística, ao apresentar este ciclo. E deixa no ar algumas dessas questões: “Como proteger as crianças da revolução tecnológica que está a alterar e a deformar a forma como crescem e interagem com o que está à sua volta? Como garantir um acesso cultural a todas as crianças independentemente da sua língua, localização geográfica, situação económica ou deficiência física ou intelectual? Como, numa prática democrática, empoderar as crianças para que possam escolher e participar, de forma consciente e à sua medida, na vida ativa?”
O Ciclo Direitos das Crianças poderá não conseguir dar resposta a todas, mas promete pelo menos colocar aqueles que participem a refletir sobre elas.
A iniciativa arranca em parceria com o PLAY – Festival Internacional de Cinema Infantil e Juvenil de Lisboa, que este sábado e domingo, pelas 16h30, levará ao LU.CA uma seleção de “filmes para descobrir como somos importantes, que podemos escolher a nossa profissão e que às vezes não somos tão pequenos quanto pensamos”.
Também já este sábado, pelas 17h15, no entrepiso do teatro, é inaugurada a exposição “Pé de Direitos”, com uma original interpretação visual da Declaração Universal dos Direitos da Criança. A mostra de ilustrações ficará patente até ao final do ciclo e a visita é gratuita.
“Com que Direitos?” é uma pergunta, mas também o nome de uma oficina que vai acontecer no LU.CA no âmbito deste ciclo. À volta de uma manta-jogo, o objetivo é que crianças e pais (se forem com as famílias) ou professores (no caso de irem com a escola) descubram, pensem e conversem em conjunto sobre os direitos da criança. As datas para as famílias são 14, 15, 21 e 22 outubro, às10h30; e para as escolas 2, 3, 7, 8, 9 e 10 novembro (em horário a definir em articulação com as escolas).
Dedicada especialmente aos adolescentes, a peça “Peço a Palavra” estará em cena de 19 a 29 de outubro e recriará “um parlamento, uma assembleia universal, onde se debate a Declaração Universal dos Direitos Humanos”. Neste parlamento, “que será sempre filmado e projetado em tempo real, a política é chamada a aproximar-se dos jovens e obrigada a repensar-se: se todas e todos fomos adolescentes, o que acontece a essa força e a essa vontade de mudança, quando ocupamos lugares de poder?”. Mais uma pergunta para responder, no palco e na plateia.

A peça “Peço a Palavra” estará em cena de 19 a 29 de outubro e recriará “um parlamento, uma assembleia universal, onde se debate a Declaração Universal dos Direitos Humanos”. Foto © Bruno Simão.
Depois, a 4 e 5 de novembro, o PLAY regressará ao teatro, com uma seleção de curtas-metragens sobre a importância de lutar pela igualdade.
O ciclo incluirá ainda o “Lanchamento” (ou seja, um lanche com um lançamento) de um livro sobre a história do LU.CA, agendado para o dia 11 de novembro, às 15h30.
O programa detalhado e mais informações como preços e horários podem ser encontrados na página online do Teatro Luís de Camões.









