
O secretário-geral da ONU, António Guterres, assinalou o Dia Mundial dos Oceanos, com um forte apelo à sua preservação. Ele que teve o privilégio de crescer perto do oceano. Foto © Twitter António Guterres.
Acabar com a “guerra contra a natureza” deve fazer parte da recuperação global depois da pandemia da covid-19, defendeu esta terça-feira, dia 8, o secretário-geral da ONU, António Guterres, na mensagem para assinalar o Dia Mundial dos Oceanos.
A comemoração anual neste dia 8 de junho constitui um lembrete para o importante papel que os oceanos têm na vida quotidiana da Terra, como “o pulmão do nosso planeta” e como fonte de alimentos e medicamentos.
António Guterres sublinhou, de acordo com os serviços de informação das Nações Unidas, que “os nossos mares estão sufocados com resíduos plásticos, que podem ser encontrados desde os mais remotos atóis até as mais profundas fossas oceânicas”. “Mais de três mil milhões de pessoas dependem dos oceanos para os seus modos de vida, a grande maioria das quais em países em vias de desenvolvimento”, apontou.
A lista de atentados aos oceanos é longa. “A pesca excessiva está a causar uma perda anual de quase 90 mil milhões de dólares (cerca de 73,9 milhões de euros) em benefícios líquidos – o que também aumenta a vulnerabilidade das mulheres, que são vitais para a sobrevivência dos negócios de pesca de pequena escala”, notou.
As emissões de dióxido de carbono, apontou ainda o português – no dia em que o Conselho de Segurança da ONU deu luz verde a um segundo mandato seu – “contribuem para o aquecimento dos oceanos e a sua acidificação, destruindo a biodiversidade e causando o aumento do nível do mar que ameaça costas pesadamente habitadas”.










