
Um centro de testes do Centro Nacional de Controlo de Doenças em Nova Deli, Índia. Foto © Press Information Bureau, Government of India <https://data.gov.in/sites/default/files/Gazette_Notification_OGDL.pdf>, via Wikimedia Commons.
O cardeal George Alencherry exortou o governo da Índia a considerar o oxigénio medicinal como um direito humano básico, visto que o país enfrenta uma escassez sem precedentes deste gás que salva vidas, o que está a causar a morte de centenas de pacientes com Covid-19, relatou uma agência de notícias católica.
A este pedido, juntou-se o apelo dos responsáveis da Igreja Católica para que a Índia coloque militares a gerir a crise provocada pela pandemia.
Com a Covid-19 a ceifar diariamente milhares de vidas na Índia, e depois de notícias de que hospitais públicos e privados na capital Nova Delhi e em outros estados recusaram receber doentes graves com coronavírus, que precisavam de oxigénio para suporte básico, o cardeal Alencherry deixou um forte apelo ao Governo, citado pela UCA News.
O executivo deve tratar “a disponibilidade de oxigénio medicinal como um direito humano básico”, defendeu o atual arcebispo maior de Ernakulam-Angamaly, e tomar “todas as medidas necessárias imediatamente para torná-lo disponível para as pessoas que estão a lutar arduamente para sobreviver em hospitais e centros de saúde”, disse ele em um apelo ao governo federal.
Por sua vez, os líderes católicos pediram também ao governo federal que envie militares para lidar com a crise antes que ela se agrave ainda mais. Segundo o bispo Theodore Mascarenhas, os militares têm os recursos e a mão-de-obra necessários para aliviar a atual situação de “calamidade nacional”.
“A segunda onda de Covid-19 é certamente uma calamidade nacional e toda a nação está lutando enquanto milhares estão morrendo e centenas de milhares são infectados diariamente”, afirmou o bispo Theodore Mascarenhas, ex-secretário-geral da Conferência dos Bispos Católicos da Índia.
“O governo federal deve considerar o envio de militares para ajudar a administração civil a lidar efetivamente com essa situação alarmante de pessoas que vivem com medo”, defendeu esta terça-feira à UCA News.










