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José Rebelo, Missionários Combonianos

Posse em Setembro

Padre José Rebelo nomeado para Obras Missionárias Pontifícias

| 20/08/2021

José Rebelo, Missionários Combonianos

José Rebelo: “Não basta falar a língua, é preciso entender a cultura” dos povos a evangelizar. Foto: Direitos reservados.

 

O padre José Rebelo, dos Missionários Combonianos, foi nomeado director nacional das Obras Missionárias Pontifícias (OMP), escolhido pela Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização, da Conferência Episcopal Portuguesa. Esta comissão especializada é presidida pelo bispo auxiliar do Porto, D. Armando Esteves Domingues.

José Rebelo irá substituir neste cargo o padre António Manuel Baptista Lopes, dos Missionários do Verbo Divino. Para já, o director nomeado quer conhecer a estrutura das OMP, como disse o próprio ao 7MARGENS, antes de definir prioridades e tomar posse, o que acontecerá a 20 de Setembro de 2021, no encontro nacional dos directores diocesanos em Fátima.

José Rebelo, 60 anos, foi ordenado padre em 13 de Julho de 1986. Além do curso de Teologia, fez formação em Jornalismo e dirigiu três revistas dos Missionários Combonianos: Além-Mar, em Portugal (1996-2005); World Mission, em Manila, Filipinas (2005-2012); e Worldwide em Silverton/África do Sul (2012-2020). Desde o ano passado reside na comunidade de Viseu dos Combonianos.

Enquanto director da Além-Mar, por exemplo, José Rebelo liderou a campanha, feita em conjunto com organizações como a Amnistia Internacional, que levou a que, há menos de 20 anos, o Ministério da Defesa passasse a publicar os relatórios das vendas de armas feitas Portugal, dados que até aí eram mantidos secretos.

Quer nas Filipinas quer, sobretudo, na África do Sul, o agora director das OMP introduziu mudanças gráficas e de conteúdo nas revistas combonianas, dinamizando ao mesmo tempo a divulgação de ambas.

No 7MARGENS, José Rebelo escreveu recentemente sobre o padre Germano Serra, também missionário comboniano, autor de um dicionário completo da língua karimojong, tribo semi-nómada do Uganda. “Os costumes ocidentais estão a penetrar por lá e muitos valores tradicionais começam a ser esquecidos ou mantêm-se apenas no seu aspecto folclórico”, notava no artigo.

“Mas as características mais arreigadas não mudam. Os povos nilóticos, como os karimojong, são por natureza guerreiros. Dada a mobilidade dos homens, é difícil alcançá-los e transmitir-lhes a mensagem de Jesus. Não basta falar a sua língua: é preciso entender a sua linguagem cultural. Por isso, esta missão longe de tudo, não é para todos, mas só para os mais rijos dos rijos.”

Há três semanas, José Rebelo escreveu, também no 7MARGENS, sobre os 101 anos de nascimento do antigo crítico de televisão Mário Castrim: “À medida que o à-vontade cresceu entre nós, o Mário passou a ser cada vez mais de nossa casa. Ia buscá-lo para almoçar quase semanalmente. Era uma presença enriquecedora e sempre agradável. Interessava-se pelos nossos colegas missionários e pelo seu trabalho, sobretudo em Moçambique. Perguntava sempre por eles, com muita ternura, como quem se sentia parte da nossa missão. Por vezes, usou a sua influência para que fôssemos entrevistados e falássemos da nossa missão na televisão.”

As Obras Missionárias Pontifícias têm como objectivo “promover o espírito missionário universal no seio do povo de Deus”. Foram iniciadas em França em 1842, por duas mulheres, Pauline Jaricot e Jeanne Bigard. Com o apoio do bispo Charles de Forbin-Janson e do padre Paolo Manna, e com um grupo de mulheres operárias, promoveram uma rede de oração e solidariedade em apoio dos missionários franceses que estavam em missão na China. Vinculadas actualmente à Congregação para a Evangelização dos Povos, do Vaticano, as OMP mantêm o carisma da rede de oração e solidariedade para apoiar o Papa no seu compromisso missionário em todas as regiões do mundo, agora no âmbito mundial.

 

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