Ao lado dos sem-abrigo em São Paulo

Padre Lancellotti ganha prémio Zilda Arns

| 23 Ago 21

julio lancellotti

Coordenador da Pastoral do Povo de Rua da arquidiocese de São Paulo, o padre Júlio Lancellotti trabalha há mais de 30 anos no apoio aos mais pobres e vulneráveis da cidade. Foto: Instagram padrejulio.lancellotti.

 

O padre Júlio Lancellotti, da pastoral do Povo da Rua da arquidiocese de São Paulo, vai receber o prémio Zilda Arns de Direitos Humanos de 2021, como reconhecimento pelo seu trabalho “em benefício da população em situação de rua” e pela sua atividade em defesa dos “direitos humanos”, anunciou no dia 19 de agosto a Câmara de Deputados do Brasil.

De origem italiana, Renato Júlio Lancellotti nasceu em São Paulo, Brasil, cidade que o viu crescer e onde há mais de 30 anos se dedica a ajudar a população marginalizada. Nos últimos meses, tem sido alvo de uma campanha de insultos e até ameaças de morte devido ao seu trabalho com os sem-abrigo, em particular durante o período da pandemia, como noticiado pelo 7MARGENS.

O prémio Zilda Arns é atribuído anualmente pelo Parlamento brasileiro em memória da médica pediatra considerada como uma das brasileiras mais importantes de todos os tempos pela sua ação em prol da saúde e bem-estar de crianças e idosos. Foi fundadora, em 1983, da Pastoral da Criança no Brasil (e depois coordenadora internacional da mesma) e em 2004 foi incumbida pela Conferência Nacional dos Bispos Brasileiros de criar e desenvolver a Pastoral da Pessoa Idosa. Era irmã do cardeal Paulo Evaristo Arns.

 

Nós somos porque eles foram. E nós seremos nos que vierem a ser.

Nós somos porque eles foram. E nós seremos nos que vierem a ser. novidade

A homenagem aos que perderam as suas vidas nesta pandemia é uma forma de reconhecermos que não foram só os seus dias que foram precoce e abruptamente reduzidos, mas também que todos nós, os sobreviventes, perdemos neles um património imenso e insubstituível. Só não o perderemos totalmente se procurarmos valorizá-lo, de formas mais ou menos simbólicas como é o caso da Jornada da Memória e da Esperança deste fim-de-semana, mas também na reflexão sobre as nossas próprias vidas e as das gerações que nos sucederão.

Parlamento aprovou voto de solidariedade com vítimas da pandemia e iniciativa cidadã

Jornada da Memória e da Esperança

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A Assembleia da República (AR) manifestou o seu apreço pela Jornada de Memória e Esperança, que decorre neste fim-de-semana em todo o país, através de um voto de solidariedade com as vítimas de covid-19 e com as pessoas afectadas pela pandemia, bem como com todos os que ajudaram no seu combate, com destaque para os profissionais de saúde.

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