O padre Duarte Empis de Andrade e Sousa – que em julho de 2022 havia sido afastado preventivamente das suas funções pastorais pelo Patriarcado de Lisboa por estar num grupo de WhatsApp com alunos do Colégio S. Tomás, em Lisboa, onde era capelão, e com os quais trocou mensagens de carácter obsceno – vai receber novamente nomeação pastoral. O anúncio foi feito pelo próprio Patriarcado, nesta terça-feira, 24 de junho, não tendo sido adiantados pormenores relativamente a essa nomeação.
“Em julho de 2022 comunicámos o afastamento preventivo do padre Duarte Empis de Andrade e Sousa, após troca de mensagens de teor inapropriado, conduta que o próprio participou às autoridades eclesiásticas, pelas quais mostrou arrependimento e que procurou reparar. Naquela ocasião, cumprimos os protocolos adequados: o caso foi encaminhado para a Comissão Diocesana de Proteção de Menores que, por sua vez, remeteu para as autoridades civis e para o Dicastério da Doutrina da Fé”, recorda o Patriarcado de Lisboa no comunicado.
Mas tendo em consideração que “ambas as investigações, civil e canónica, conduzidas de forma independente, concluíram pela inexistência de crime ou delito por parte do sacerdote e decidiram o consequente arquivamento do caso” alguns meses mais tarde, e que “durante o tempo entretanto decorrido” o padre em causa “acolheu com total abertura o apoio psicológico, espiritual e pastoral que lhe foi oferecido”, o Patriarcado de Lisboa concluiu que este deveria ser reintegrado.
“Embora não tendo sido delito, as mensagens foram, porém, inapropriadas, e lamenta o desconforto causado aos alunos e suas famílias”, salvaguarda o texto, reiterando o compromisso do Patriarcado de “oferecer contextos seguros de promoção humana”.
Recorde-se que a notícia do afastamento do padre Duarte Andrade e Sousa foi avançada pelo 7MARGENS, a 7 de julho de 2022. O presbítero era até então o capelão responsável do 2º ciclo do ensino básico, mas os alunos envolvidos na troca de mensagens seriam sobretudo jovens do secundário.
Recorde-se ainda que, no início da pandemia, Duarte Andrade e Sousa foi um dos padres que, contrariando as indicações da Conferência Episcopal e dos especialistas em saúde, insistiu em dar a comunhão na boca durante as celebrações na missa, como na altura o 7MARGENS noticiou.
Foi também ele que acolheu na paróquia do Alto do Lumiar, pela qual era então responsável, consultas da autodesignada “terapia de conversão” para pessoas homossexuais conduzidas pela psicóloga Maria José Vilaça, à data presidente da Associação dos Psicólogos Católicos, uma prática denunciada numa reportagem da TVI no início de 2019.
Nos últimos dois anos, soube o 7MARGENS, o padre Andrade e Sousa esteve a trabalhar num serviço diocesano e a colaborar numa paróquia da cidade de Lisboa.










