Amnistia saúda resolução

Países terão de justificar direito de veto na ONU

| 26 Abr 2022

Reunião do Conselho de Segurança, em 5 de abril de 2022, dedicada à guerra da Ucrânia, com a participação do secretário-geral da ONU, António Guterres. Este órgão é atualmente presidido pelo Reino Unido. Foto © UN Photo.

Reunião do Conselho de Segurança, em 5 de abril de 2022, dedicada à guerra da Ucrânia, com a participação do secretário-geral da ONU, António Guterres. Este órgão é atualmente presidido pelo Reino Unido. Foto © UN Photo.

 

A Amnistia Internacional saudou a adoção pela Assembleia Geral das Nações Unidas de uma resolução que exige que esse órgão se reúna de cada vez que o direito de veto for utilizado no Conselho de Segurança.

O estados-membro com direito de veto “não podem mais simplesmente levantar a mão e bloquear medidas que poderiam ter salvado vidas, sem esperar recriminações”, defendeu Agnes Callamard, secretária-geral da Amnistia Internacional (AI), num comunicado divulgado pela organização de defesa dos direitos humanos.

“Esta resolução e o enorme apoio dos estados-membros enviam uma mensagem inequívoca: os membros do Conselho de Segurança não podem mais fugir da sua responsabilidade ao abusar do seu poder de veto”, notou a responsável da AI.

Para Agnes Callamard, “a Carta das Nações Unidas afirma claramente que o Conselho de Segurança trabalha em nome de todos os membros da ONU. Agora, os membros poderão responsabilizar o Conselho de Segurança quando falhar no seu mandato, como vimos isso muitas vezes no passado”.

“Esta iniciativa não trata de sancionar um país ou situação. É uma forma de abordar o grave fracasso do Conselho de Segurança em tomar medidas efetivas em várias situações como resultado do veto”, insistiu a secretária-geral da AI.

A resolução foi aprovada por consenso.

 

Apoie o 7MARGENS e desconte o seu donativo no IRS ou no IRC

Breves

 

Sinodalidade como interpelação às Igrejas locais e à colegialidade episcopal

Intervenção de Borges de Pinho na CEP

Sinodalidade como interpelação às Igrejas locais e à colegialidade episcopal

Há quem continue a pensar que sinodalidade é mais uma “palavra de moda”, que perderá a sua relevância com o tempo. Esquece-se, porventura, que já há décadas falamos repetidamente de comunhão, corresponsabilidade e participação. Sobretudo, ignoram-se os princípios fundacionais e fundantes da Igreja e os critérios que daí decorrem para o ser cristão e a vida eclesial.

Agenda

Fale connosco

Autores

 

Pin It on Pinterest

Share This