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Um soldado de paz da Missão Multidimensional Integrada para Estabilização das Nações Unidas do Mali (MINUSMA), em patrulha na cidade de Timbuktu, no Mali. Foto_ ONU _ Harandane Dicko

Papa apoia resolução de cessar fogo da ONU e pede que esta seja “eficaz e rápida”

| 07/07/2020

Cópia de Um soldado de paz da Missão Multidimensional Integrada para Estabilização das Nações Unidas do Mali (MINUSMA), em patrulha na cidade de Timbuktu, no Mali. Foto_ ONU _ Harandane Dicko

Um soldado “capacete azul” da Missão Multidimensional Integrada para Estabilização das Nações Unidas do Mali, em patrulha na cidade de Timbuktu. Foto: ONU/Harandane Dicko

 

O Papa manifestou este domingo, 5 de julho, o seu total apoio à resolução adotada pelo Conselho de Segurança da ONU de um cessar-fogo global pelo período de 90 dias, tendo em vista facilitar a luta contra a pandemia de covid-19. Francisco pediu que a decisão seja posta em prática de forma rápida e eficaz e que este seja o início do caminho em direção à paz no mundo, avançou o Vatican News.

“É louvável o pedido de um cessar-fogo global e imediato, que permitiria a paz e a segurança indispensáveis para fornecer a assistência humanitária tão urgentemente necessária”, afirmou o Papa no final da oração do Angelus. “Espero que tal decisão venha a ser implementada de maneira eficaz e rápida para o bem de tantas pessoas que estão a sofrer.” Francisco acrescentou ainda que espera também que esta resolução “possa ser um primeiro passo corajoso para um futuro de paz”.

A resolução foi aprovada por unanimidade no Conselho de Segurança da ONU na passada quarta-feira, 1 de julho, após três meses de negociações, e visa apoiar o apelo feito a 23 de março pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres.

Este apelo tem vindo a reunir inúmeros apoios, entre os quais o do Papa e de quase 180 países e mais de 20 grupos armados, mas Guterres lamentou, antes da aprovação da resolução, a “falta de atos concretos para acabar com as hostilidades”.

Ao longo dos últimos meses, a resolução do Conselho de Segurança terá sido alvo do bloqueio por parte da China e dos Estados Unidos, uma vez que os dois países (que são dois dos cinco membros permanentes e que têm direito de veto) divergiam sobre o destaque a ser dado à Organização Mundial da Saúde (OMS) no documento.

O documento, considerado a primeira posição oficial do Conselho de Segurança da ONU relacionada com a pandemia, pede agora “uma pausa humanitária de pelo menos 90 dias consecutivos” para facilitar a assistência internacional às populações, com exceção da luta contra os grupos “jihadistas”.

A organização católica Pax Christi International divulgou entretanto uma carta aberta apelando ao “desarmamento humanitário”, tendo em vista “um mundo melhor pós-pandemia”. Apoiada por mais de 150 instituições de diversas áreas a nível mundial, a carta defende que “o dinheiro investido em armas inaceitáveis seria melhor gasto com objetivos humanitários” e pode ainda ser assinada no site da ONG.

Também a Comissão Justiça e Paz da Conferência Episcopal Suíça (CES) manifestou, no passado dia 2 de julho, ser contra o aumento de exportações de armas do país, apoiando a chamada “iniciativa de retificação”. De acordo com os bispos, as exportações de armas deverão deixar de ser regulamentadas por portarias do governo, e passar a ser determinadas pela Constituição e legislação, o que permitiria ao Parlamento e aos cidadãos, por referendo, expressar a sua opinião e garantiria uma maior transparência.

 

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