
São Jerónimo, pintura de Caravaggio (séc. XVII), na Galeria Borghese (Roma).
O Papa Francisco assinou a nova carta apostólica Sacrae Scripturae Affectus (em português, “O afeto pelas Sagradas Escrituras”), esta quarta-feira, 30 de setembro, dia em que a Igreja Católica celebrou o 16º centenário da morte de São Jerónimo. Durante a audiência geral, o Papa referiu várias vezes o exemplo do padroeiro dos biblistas, que “colocou a Bíblia no centro da sua vida”, e ao saudar os peregrinos de língua portuguesa deixou o apelo: “Façam da Bíblia o alimento diário do diálogo com o Senhor.”
Na carta apostólica, que é uma clara homenagem ao santo responsável pela “Vulgata” (a primeira tradução da Bíblia para o latim), Francisco define a Bíblia como a “Biblioteca de Cristo: uma biblioteca perene que, passados dezasseis séculos, continua a ensinar-nos o que significa o amor de Cristo, um amor inseparável do encontro com a sua Palavra”.
O Papa destaca ainda duas características principais de São Jerónimo, que o tornam num modelo a seguir para monges e estudiosos da Bíblia: “A consagração absoluta e rigorosa a Deus” e “o empenho assíduo no estudo, visando exclusivamente uma compreensão cada vez maior do mistério do Senhor”. Sublinha ainda que ele é um exemplo não só para esses, mas para todos os cristãos, pois “a ignorância das Escrituras é ignorância de Cristo”.










