
Francisco condenou aquele que considera um “ato de ódio cego, que não poupou muitas crianças”. Foto © UNHCR/Rocco Nuri
Mostrando-se próximo a todos os afetados pelo ataque que atingiu os campos de refugiados de Lac-Vert e Mugunga no Leste da República Democrática do Congo, no passado dia 3 de maio, o Papa lamentou o “ato de ódio cego, que não poupou muitas crianças”, atribuído ao Governo ruandês e ao grupo rebelde Movimento 23 de Março.
Num telegrama assinado pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, e enviado ao bispo de Goma, D. Willy Ngumbi Ngengele, Francisco expressou a sua “dor” pelo “ataque cobarde” e condenou firmemente “qualquer ato de violência para resolver conflitos, violência”, dos quais os “mais pobres e os mais desfavorecidos são sempre as primeiras vítimas”.
De acordo com os últimos dados, divulgados nesta quarta-feira, 8, pelo Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU, pelo menos 18 pessoas morreram nestes ataques, 32 ficaram feridas, 27 das quais gravemente, na sua maioria mulheres e crianças.
O Papa convidou o povo congolês “a manter viva a esperança” e exortou todos “os atores políticos a trabalharem com determinação pela paz e pela fraternidade”. Segundo o portal de notícias do Vaticano, o Papa disse ainda apoiar “os feridos e as famílias enlutadas com as suas orações”.









