
Papa francisco em entrevista à revista America. Foto © America Media / Antonello Nusca
O Papa denunciou hoje as mortes “horripilantes” que a guerra na Ucrânia está a provocar, apelando à paz, no dia em que as comunidades de rito bizantino celebram a Páscoa. “Infelizmente, em chocante contraste com a mensagem pascal, as guerras continuam e continuam a semear mortes de forma horripilante”, disse, desde a janela do apartamento pontifício, no Vaticano, após a recitação da oração do ‘Regina Coeli’.
“Sofremos com estas atrocidades e rezamos pelas vítimas das mesmas, pedindo a Deus que o mundo não tenha de continuar a sofrer com o desânimo da morte violenta, pela mão do homem, mas viva o espanto da vida que Ele dá e renova com a sua graça”, acrescentou.
Perante cerca de 20 mil pessoas reunidas na Praça de São Pedro, Francisco quis recordar os “irmãos e irmãs que, na Rússia e na Ucrânia, celebram hoje a Páscoa”. “Que o Senhor esteja próximo deles e os ajude a fazer a paz”, desejou.
Os votos estenderam-se a todas as comunidades orientais que vivem a celebração pascal. “Caríssimos, que o Senhor esteja convosco e vos preencha com o seu Santo Espírito. Boa Páscoa a todos”, declarou Francisco.
O Concílio de Niceia, no ano 325, apresentou prescrições sobre o prazo dentro do qual se pode celebrar a Páscoa – o primeiro domingo depois da lua cheia que se segue ao equinócio da primavera (22 de março a 25 de abril). As Igrejas de rito Bizantino, contudo, seguem até hoje o ‘calendário juliano’, calendário solar criado em 45 a.C. pelo imperador romano Júlio César, com uma diferença de 13 dias.
No mesmo momento de oração, o Papa apelou ao fim da violência no Sudão, onde este sábado se verificaram confrontos entre paramilitares e Forças Armadas, provocando dezenas de mortes. “Sigo com preocupação os eventos que se estão a verificar no Sudão. Estou próximo do povo sudanês, tão provado. Convido a rezar para que se deponham as armas e prevaleça o diálogo, para que se retome, em conjunto, o caminho da paz e da concórdia”, disse, após a recitação da oração do ‘Regina Coeli’, no Vaticano.
Segundo um balanço divulgado hoje pelo Sindicato dos Médicos do Sudão, os confrontos de sábado causaram a morte de 56 civis.










