Ucrânia, Palestina e Myanmar

Papa critica indústria das armas: “É terrível ganhar com a morte”

| 1 Mai 2024

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Papa lamentou que, atualmente, “os investimentos que mais rendem” sejam as “fábricas de armas”. Foto © Pexels

A guerra na Ucrânia, o conflito de Israel e o Hamas, na Palestina, além dos ataques aos Rohingya em Myanmar, levaram o Papa Francisco a condenar a indústria das armas: “É terrível ganhar com a morte! Peçamos a paz, que avance a paz”, afirmou no final da audiência geral, que decorreu este domingo no Auditório Paulo VI, no Vaticano, citado pela agência Vatican News.

O Papa lamentou que, atualmente, “os investimentos que mais rendem” sejam as “fábricas de armas”. Para Francisco, ganhar dinheiro com as armas e a morte de seres humanos é “terrível”, disse, recordando as vítimas das guerras e criticando quem enriquece à custa das armas. “A guerra é sempre uma derrota, sempre”, disse, citado também pela Agência Ecclesia. 

Francisco convidou os peregrinos presentes no encontro a rezar pela “martirizada Ucrânia, que tanto sofre”, e nos “habitantes da Palestina e de Israel, que estão em guerra”. “Pensemos nos Rohingya, em Myanmar, e peçamos a paz, peçamos a verdadeira paz para estes povos e para o mundo inteiro”, acrescentou.

Ao saudar os peregrinos da Polónia, o Papa sublinhou a importância de rezar para que a paz avance. “Durante as orações do mês de maio, confiem a Nossa Senhora as vossas situações pessoais e familiares, bem como os sofrimentos daqueles que são vítimas das guerras. Rezem pela Igreja, pela pátria, pela paz na Ucrânia e no Médio Oriente”, pediu.

O Papa recordou ainda as populações atingidas pelas fortes chuvas que assolam o Quénia desde março, provocando menos 169 mortos e 90 desaparecidos. “Desejo transmitir à população do Quénia a minha proximidade espiritual neste momento em que uma grave inundação, tragicamente, tirou a vida de muitos irmãos e irmãs, ferindo outros e causando destruição generalizada”, declarou.

Francisco convidou os participantes na audiência geral a rezar por “todos os que estão a sofrer os efeitos deste desastre natural”.

 

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