Discurso de Natal

Papa: Cúria Romana deve “viver com transparência, sem favoritismos”

| 24 Dez 2021

Papa no seu discurso de Natal. Foto © Vatican News/Facebook

 

No tradicional discurso de Natal à Cúria Romana, o Papa Francisco desafiou esta quinta-feira os colaboradores da Cúria Romana a serem os primeiros disponíveis para se converterem “à sobriedade” e a procurarem “viver com transparência, sem favoritismos nem partidarismos”.

“Se a Igreja percorre o caminho da sinodalidade, nós devemos ser os primeiros a converter-nos a um estilo diferente de trabalho, colaboração, comunhão. E isto só é possível pelo caminho da humildade”, acrescentou.

A Cúria Romana “não é apenas um instrumento logístico e burocrático”, deve antes promover um “estilo diferente de trabalho” onde a experiência sinodal “deve começar”, apontou o Papa.

Para o bispo de Roma, citado pela Agência Ecclesia, “a sinodalidade é um estilo, ao qual, os primeiros a converter-se, devemos ser nós que estamos aqui e vivemos a experiência do serviço à Igreja universal através do trabalho na Cúria Romana”.

No encontro de Natal da Cúria Romana, Francisco disse que a humildade é a palavra que expressa “todo o mistério do Natal” e a condição para dar seguimento ao percurso sinodal iniciado a 17 de outubro, e que vai decorrer durante os próximos dois anos, com o propósito de ouvir “todos, para dialogar e discernir” .

“O Sínodo é a experiência de nos sentirmos, todos, membros de um conjunto maior”, sublinhou o Papa, acrescentando que “todos” “não é palavra que se preste a equívocos” e lembrando que o clericalismo é uma “tentação” que “insinua diariamente” as estruturas eclesiais e “faz pensar num Deus que fala apenas a alguns, enquanto os outros devem apenas escutar e cumprir”.

Francisco lembrou que a Cúria Romana não é apenas “um instrumento logístico e burocrático para as necessidades da Igreja universal”, antes “o primeiro organismo chamado a dar testemunho”.

“Na medida em que assume pessoalmente os desafios da conversão sinodal a que é chamada também ela, cresce a sua credibilidade e eficácia. A organização que devemos implementar não é de tipo empresarial, mas evangélico”, disse o Papa.

«Não deixar ninguém sem trabalho» no Vaticano

Aos funcionários da Santa Sé e do governatorato da cidade, também citado pela Ecclesia, o Papa disse que o Vaticano mantém “o compromisso de não deixar ninguém sem trabalho”.

“É claro que administrar o período de fechamento não foi fácil. Espero que soluções satisfatórias possam ser encontradas através do diálogo, procurando o encontro, sempre respeitando os direitos dos trabalhadores e o bem comum”, explicou Francisco, esta manhã, no auditório Paulo V, no Vaticano.

 

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