Papa denuncia “crueldade” na Líbia e faz apelo à ajuda internacional

| 15 Jun 20

O Papa Francisco manifestou este domingo, 14 de junho, uma “grande apreensão” em relação à “dramática situação da Líbia”, tendo apelado a todos “os organismos internacionais e quantos têm responsabilidades políticas e militares” para que se empenhem efetivamente no processo de paz daquele país.

No seu discurso após a oração do Angelus, Francisco referiu que a Líbia tem estado presente nas suas orações “nos últimos dias”. “Rezo também pelos milhares de migrantes, refugiados, requerentes de asilo e pessoas deslocadas internamente”, acrescentou, sublinhando que todos têm responsabilidade sobre o que está a acontecer naquele país.

“A situação sanitária agravou as suas condições já precárias, tornando-os mais vulneráveis às formas de exploração e violência. Há crueldade”, denunciou o Papa. “Exorto a comunidade internacional, por favor, a levar a sério a sua situação, identificando caminhos e fornecendo meios para lhes proporcionar a proteção de que necessitam, uma condição digna e um futuro de esperança”.

O apelo do Papa surge na sequência da descoberta, por parte da missão de apoio das Nações Unidas naquele país, de pelo menos oito valas comuns em Tarhuna, cerca de 65 quilómetros a sudeste de Trípoli. No passado dia 5 de junho, forças leais ao Governo de Unidade Nacional (GNA), reconhecido pelas Nações Unidas, tinham expulso as tropas rivais de Khalifa Haftar daquela região, a última que controlava na zona ocidental da Líbia.

Segundo o diretor do hospital público de Tarhuna, Abuarawi al-Bouzedi, 160 corpos foram também descobertos na morgue pelas forças do GNA aquando da sua chegada à cidade. O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu uma investigação completa e transparente para identificar todas as vítimas.

 

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