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© UNHCRBlaise Sanyila Pessoas que fugiram de conflitos e violência em North Kivu buscam refúgio em Rusayo, na República Democrática do Congo.

Apelos à oração pela paz

Papa denuncia “massacres” no Congo

© UNHCRBlaise Sanyila Pessoas que fugiram de conflitos e violência em North Kivu buscam refúgio em Rusayo, na República Democrática do Congo.

Os conflitos continuam: pessoas que fugiram de conflitos e violência no Kivu do Norte buscam refúgio em Rusayo, na República Democrática do Congo. Foto de arquivo © UNHCR/Blaise Sanyila 

O Papa denunciou este domingo, no Vaticano, os “massacres” contra a população civil no leste da República Democrática do Congo, apelando à intervenção da comunidade internacional. Na ocasião, Francisco teve ainda oportunidade de pedir a oração de todos, percorrendo uma geografia da guerra: “Não paremos de rezar pela paz na martirizada Ucrânia, na Terra Santa, no Sudão, no Mianmar (a antiga Birmânia) e onde quer que se sofra pela guerra”, apelou.

“Continuam a chegar notícias dolorosas de confrontos e massacres levados a cabo na parte oriental da República Democrática do Congo (RDC). Dirijo o meu apelo às autoridades nacionais e à comunidade internacional para que se façam todos os possíveis pelo fim da violência e a salvaguarda da vida dos civis”, disse, desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação do ângelus, citado pela agência Ecclesia.

A região oriental da RCD é palco de violentos combates há vários meses, opondo forças governamentais ao movimento rebelde ‘M23’, apoiado por unidades do exército ruandês. Em maio, 20 chefes de agências humanitárias e de direitos humanos, incluindo 13 da ONU, emitiram um comunicado declarando, que sem uma ação internacional urgente, a RDC pode chegar “à beira da catástrofe”.

O conflito neste país africano provocou 7,2 milhões de deslocados, fome e um elevado número de mortes. “Entre as vítimas, muitos são cristãos, mortos por ódio à fé. São mártires. O seu sacrifício é uma semente que germina e dá fruto, ensinando-nos a testemunhar o Evangelho com coragem e coerência”, referiu o Papa, perante milhares de peregrinos reunidos no Vaticano.

Na última semana, o padre português Marcelo Oliveira alertou, numa mensagem enviada à Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS), para a violência que assola a RDC, depois de ataques nos últimos meses agudizarem tensão no país. “Todos os dias neste país há gente que morre, há mulheres que são massacradas, há crianças que são torturadas, há pessoas que são violadas, há militares que morrem, civis… todos os dias. E isto sobretudo na parte leste do país, que é a mais rica, onde encontramos ouro, o cobalto, o coltan”, denunciou o missionário comboniano.

No ano passado, a 3 de fevereiro, o Papa terminou uma viagem de quatro dias à República Democrática do Congo com repetidos apelos à paz e ao fim da exploração, por interesses internos e exteriores, que compromete o futuro do país africano.

 

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