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Papa Leão XIV falou desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação do ângelus. Foto © Vatican Media, via Agência Ecclesia.
Papa Leão XIV falou desde a janela do apartamento pontifício, após a recitação do ângelus. Foto © Vatican Media, via Agência Ecclesia.

Apelo veemente por cessar-fogo

Papa denuncia “violência atroz da guerra”

O Papa lançou este domingo um apelo veemente por um cessar-fogo no Médio Oriente, manifestando preocupação particular com a situação no Líbano.

“Cessem o fogo. Reabram-se vias de diálogo. A violência nunca poderá conduzir à justiça, à estabilidade e à paz que os povos aguardam”, disse Leão XIV, desde a janela do apartamento pontifício, no Vaticano, após a recitação do ângelus. A intervenção foi saudada com uma salva de palmas pela multidão presente na Praça de São Pedro.

Duas semanas após o início dos ataques de EUA e Israel contra o Irão, o Papa alertou para o impacto do conflito nas populações civis e nas infraestruturas, denunciando a “violência atroz da guerra”.

“Milhares de pessoas inocentes foram mortas e muitas outras foram obrigadas a abandonar as suas casas. Reitero a minha solidariedade em oração para com todos aqueles que perderam os seus entes queridos nos ataques que atingiram escolas, hospitais e zonas habitadas.”

O pontífice dirigiu-se aos “responsáveis por este conflito” para pedir medidas que garantam o apoio à sociedade libanesa.

“A situação no Líbano é motivo de grande preocupação. Desejo que se abram caminhos de diálogo que possam apoiar as autoridades do país na implementação de soluções duradouras para a grave crise em curso, em prol do bem comum de todos os libaneses”, disse Leão XIV.

O Papa deixou estes apelos “em nome dos cristãos do Médio Oriente e de todas as mulheres e homens de boa vontade”.

Este sábado, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, falou em Beirute, instando Israel e o Hezbollah a optarem pelas vias diplomáticas. “A minha mensagem às partes beligerantes é clara: parem os confrontos, parem os bombardeamentos, não há solução militar. Apenas diplomacia, diálogo e a aplicação integral da Carta das Nações Unidas e das resoluções do Conselho de Segurança”, indicou o responsável português.

Dados da Organização Internacional para as Migrações (OIM) indicam que o número de deslocados em território libanês se aproxima de um milhão de pessoas, registando-se ainda 773 mortos e 1933 feridos, na sequência de ataques israelitas.

A atual escalada bélica teve início a 28 de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão que resultou na morte do líder supremo iraniano, o aiatola Ali Khamenei, no poder desde 1989.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em vários países do golfo.

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O Papa Leão XIV proclamou, desde 10 de janeiro e até final deste ano, um ano jubilar assinalando os 800 anos da morte de Francisco de Assis, ocorrida em 3 de outubro de 1226 – a festa litúrgica é assinalada dia 4. Com esse pretexto, o 7MARGENS publica, até final do ano, nos dias 3 ou 4 de cada mês, uma série de dez textos da autoria de frei Isidro Lamelas, da Ordem dos Frades Menores, professor de Teologia. Este é o oitavo texto da série.

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